Por que Mato Grosso do Sul tem risco de tornados

Mato Grosso do Sul faz parte de uma extensa faixa da América do Sul onde as condições atmosféricas podem favorecer a formação de tempestades severas e, em situações específicas, tornados. O Estado integra o chamado corredor de tornados sul-americano, que também passa por áreas do Sul e Sudeste do Brasil e países vizinhos.

A explicação está no encontro de massas de ar com características muito diferentes. O ar quente e úmido vindo da Amazônia e do Chaco avança em direção ao Centro-Sul do continente, enquanto massas de ar mais frio chegam da Argentina e da Patagônia.

Quando esses sistemas se encontram, a atmosfera pode ficar bastante instável. Em Mato Grosso do Sul, especialmente nas regiões centro-sul e sul, essa combinação ajuda a criar condições para temporais com chuva intensa, granizo e rajadas fortes de vento.

Outro fator importante é a mudança na velocidade e na direção dos ventos conforme a altitude, fenômeno conhecido como cisalhamento vertical. Quando ele aparece junto com calor, umidade e forte instabilidade, pode favorecer a formação de tempestades organizadas, chamadas supercélulas.

Estude Medicina - Universidad Interamericana

Medicina Inscricoes Abertas - Universidad InteramericanaMedicina Inscricoes Abertas - Universidad Interamericana

É dentro dessas tempestades que podem surgir movimentos de rotação. Em casos específicos, essa rotação se intensifica e alcança o solo, formando um tornado.

Isso não significa, porém, que toda tempestade forte em Mato Grosso do Sul vai gerar um tornado. A ocorrência depende de uma combinação bastante específica de fatores atmosféricos, que precisam estar presentes ao mesmo tempo.

O cenário desta semana reforça a atenção sobre o Estado. O Instituto Nacional de Meteorologia apontou o sul de Mato Grosso do Sul entre as áreas sujeitas a tempestades severas, junto com Paraná, Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul.

A preocupação aumentou depois que o Paraná registrou dois tornados em um intervalo de 24 horas. Em Ponta Grossa, as tempestades também provocaram um deslizamento de terra que deixou três mortos.

Além de Mato Grosso do Sul, o corredor sul-americano inclui Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, parte de Minas Gerais, além de regiões da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

A faixa apresenta condições atmosféricas semelhantes, em parte, às observadas nas Grandes Planícies dos Estados Unidos, onde fica o conhecido Tornado Alley. No caso sul-americano, o contraste entre o ar quente e úmido e o avanço de massas frias também cria ambiente favorável a tempestades de grande intensidade.

Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.