Em meio à instabilidade do cenário internacional, o Uruguai vem ganhando espaço como destino para empresas e investidores brasileiros. O Brasil se tornou a principal origem das consultas por novos investimentos no país vizinho, superando os Estados Unidos, e a relação comercial bilateral entre as nações sul-americanas já movimenta cerca de 5 bilhões de dólares por ano.
O cenário foi apresentado nesta terça-feira, 11, durante o evento “Dia do Uruguai no Brasil”, realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro pela agência estatal Uruguay XXI e pelo Consulado-Geral do Uruguai. O encontro reuniu autoridades uruguaias e brasileiras, entre elas o embaixador do Uruguai no Brasil, Rodolfo Nin Novoa, o ministro da Educação e Cultura do país, José Carlos Mahía, e o cônsul-geral do Uruguai no Rio de Janeiro, Alejandro Mernies.
Durante o evento, Nin Novoa destacou a solidez democrática do país como o grande diferencial competitivo frente aos seus pares regionais. “O Dia do Uruguai foi justamente concebido para aproximar empresas, promover novos negócios, promover o turismo e mostrar por que o Uruguai é um parceiro confiável para investir, produzir e fazer comércio”, afirmou o diplomata.
O movimento, impulsionado por estabilidade institucional e segurança jurídica,
reúne tanto grandes empresas quanto empresários interessados em estabelecer negócios e, em alguns casos, mudar-se para o país com suas famílias. Mais de 100 grandes companhias brasileiras já atuam no Uruguai, em setores como finanças, agronegócio, turismo e varejo.
Segundo Mariana Ferreira, diretora executiva da Uruguai XXI, investimentos corporativos e decisões pessoais muitas vezes caminham juntos. “O executivo vem como turista, atesta a qualidade de vida e a segurança, decide investir e, muitas vezes, transfere-se com sua família para o país”, disse.
O turismo é outro setor que aproxima os dois países. No primeiro semestre, o número de turistas brasileiros no Uruguai cresceu 4,4%, segundo a vice-ministra de Turismo, Ana Claudia Caram.
Para os próximos cinco anos, a estratégia uruguaia, segundo Ferreira, é atrair investimentos em tecnologia, energias limpas e serviços avançados que gerem empregos qualificados, em vez de apenas ampliar o número de empresas instaladas no país.
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