Maycon Cardozo concedeu, esta sexta-feira, uma extensa entrevista ao portal Globoesporte, na qual confessou que ainda não decidiu se irá optar por representar a seleção de Brasil… ou de Portugal, país com o qual mantém ligações familiares e que tem vindo a acompanhar a sua situação com particular atenção.
“Primeiramente, queria dizer que eu respeito muito as duas seleções. São duas seleções muito grandes. Ter essas duas nacionalidades é uma coisa muito gratificante. Em criança, assistia sempre ao Brasil, também por causa do Neymar, mas eu apoiava sempre o Brasil”, começou por afirmar aquela que é a nova ‘coqueluche’ do Bayern Munique.
“O meu sonho sempre foi jogar pelo Brasil, mas vou estar sempre preparado para as duas seleções. Se Deus quiser, vai chegar esse momento em que eu vou poder escolher, então, vou estar preparado”, acrescentou, antes de confessar que alimentar marcar presença já no próximo Campeonato do Mundo, em 2030.
“Depois de o Brasil ter, infelizmente, perdido, coloquei na minha cabeça que, no próximo Mundial, vou fazer de tudo para estar preparado e ser convocado. É um sonho de todos os jogadores. É um sonho meu, dos mais altos, então, se Deus quiser, vou trabalhar muito, vou dar o meu melhor todos os dias para, quando chegar a 2030, estar preparado para ser convocado”, completou.
Maycon Cardozo a brilhar… sob a atenção da FPF
Maycon Cardozo é filho de Douglas, antigo avançado brasileiro que, ao longo da carreira, somou passagens por clubes como Santos ou Elche. Nasceu em São Paulo, mas, em ‘tenra’ idade, mudou-se para a Tailândia, país no qual o pai jogou, na fase final da carreira, e no qual o próprio acabou por dar os primeiros passos no mundo do futebol.
O ‘salto’ para o Bayern Munique deu-se em 2024, e a estreia ao mais alto nível tardou menos de dois anos. Mais concretamente, a 6 de março de 2026, quando Vincent Kompany o lançou para o lugar de Konrad Laimer, aos 60 minutos da categórica vitória sobre o Borussia Monchengladbach, por 4-1, a contar para a 25.ª jornada da Bundesliga.
O segundo (e último) jogo do médio pelos bávaros deu-se, sensivelmente, duas semanas depois… numa outra goleada. Neste caso, sobre o Union Berlim, também na Allianz Arena, por 4-0, quando foi chamado a render o ‘herói’ Serge Gnabry, que contava já com dois golos na contagem individual.
Nesse mesmo mês, foi noticiado pelo jornal alemão Bild que a jovem promessa estaria a ser atentamente acompanhada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), até porque, apesar de todo o potencial que lhe é reconhecido, nunca foi chamado a representar as camadas de formação do Brasil.
Afinal, como joga a nova joia do Bayern Munique?
Desafiado pela publicação a apresentar-se, Maycon Cardozo elaborou… assumindo as comparações com Philippe Coutinho que tem vindo a merecer: “Eu gosto mais de cortar para dentro e chutar, de jogar pelo meio, também, quando é preciso. Eu jogo a extremo-esquerdo e a médio-ofensivo”.
“Então, eu sou tipo o Coutinho. Eles falam muito que eu pareço o Coutinho. Eu gosto de driblar, de ir para dentro e de tentar finalizar ou dar assistências”, concluiu.
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