Brasil contesta novas tarifas dos EUA e afirma que vai acionar Lei de Reciprocidade 

Presidente Lula (E) e o par norte-americano, Donald Trump (D).

O governo brasileiro se manifestou sobre as novas sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos, nesta quinta-feira (23), e afirmou que vai acionar a Lei da Reciprocidade

“Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, diz a nota.

No texto, o governo Lula chama a política comercial dos EUA de “protecionista” e a decisão desta quinta de “arbitrária e injustificada”.

Tarifas a produtos brasileiros

Os EUA anunciaram sobretaxas de 12,5% para produtos brasileiros nesta quinta. No total, são 60 países afetados pela nova taxa global, que varia entre 10% e 12,5%. A medida passa a valer nesta sexta-feira (24).

O país norte-americano alega que o Brasil falha em combater práticas de trabalho forçado nos setores produtivos.

“Ao longo da investigação, o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu farta documentação sobre a legislação brasileira e da atuação das nossas autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado”, contesta a nota brasileira. 

Agora, a tarifa de 12,5% se soma à taxa de 25% que entrou em vigor na quarta-feira (22). As informações são do jornal O Globo.

(Os países) falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”, diz documento divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

A nova taxa substitui a tarifa global de 10% que chegaria ao fim nesta sexta. Ela foi aplicada em fevereiro deste ano e ficaria em vigor por até 150 dias.

Leia na íntegra a manifestação do Brasil

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