Miguel Queirós acredita que Portugal vai estar no Mundial de basquetebol: «É um objetivo muito grande que temos» – Basquetebol Portugal


O internacional português Miguel Queirós garantiu esta quinta-feira “motivação máxima” para a receção a Montenegro, ignorando o desgaste físico de uma época longa em prol da ambição de um apuramento inédito de Portugal para o Mundial de basquetebol de 2027.


Os linces encontram-se em Matosinhos a preparar a decisiva dupla jornada do Grupo B, defrontando os montenegrinos a 2 de julho, antes de se deslocarem à Grécia no dia 5, com o poste do FC Porto a apontar baterias à qualificação.


“É um objetivo muito grande que temos. Acreditamos mesmo que é possível. Nunca Portugal esteve num Mundial de basquetebol, mas sentimos que é possível. Vamos trabalhar para ganhar os jogos”, afirmou o experiente basquetebolista.


Caso vença Montenegro, a equipa das quinas carimba automaticamente o passaporte para a segunda fase de apuramento, retirando a pressão matemática antes da exigente viagem até solo helénico.


“Em novembro fomos a Montenegro vencer. Eu acho que Montenegro pode fazer mais e melhor do que nesse jogo, mas nós também conseguimos fazer mais e melhor, sobretudo a jogar na nossa casa, perante os nossos adeptos e as nossas famílias, o que é motivante”, assumiu, apelando à presença do público e aproveitando a onda de entusiasmo com a prestação da seleção nacional no Mundial de futebol.


O poste dos dragões, que recentemente se sagrou campeão nacional, recordou o crescimento competitivo que o basquetebol português tem registado a nível internacional nos últimos anos para validar as aspirações da comitiva lusa perante as potências da modalidade.


“Mesmo no passado recente já mostrámos que conseguimos jogar e competir contra as melhores seleções europeias e tentar ir buscar a vitória na Grécia”, apontou.


O experiente internacional abordou o desgaste acumulado e os diferentes momentos de forma do plantel, desvalorizando-os face ao sentimento de patriotismo.


“Motivação não falta quando estamos a defender o nosso país. Trazemos o nosso país no coração, na parte da frente da camisola, e o nome da família nas costas. Mas há cansaço. Foi uma época muito longa e estamos em diferentes níveis físicos. É importante gerir cargas, mas com muita ambição e vontade de mostrar que o basquete português tem qualidade”, assumiu.


Para Miguel Queirós, o cenário ideal seria “ter mais algum tempo de preparação”, mas garantiu que o foco na camisola nacional supera qualquer barreira.


“O calendário está assim e temos de lidar com isso. Sinto-me um pouco cansado, mas com muita fome e vontade de vencer. É importante continuar a somar vitórias nesta fase de apuramento, porque contam para a fase seguinte as vitórias desta fase”, concluiu.


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