Metade dos casos suspeitos de mpox na Guiné Bissau são crianças

O surto foi declarado em 4 de julho de 2026 e, até 17 de agosto, haviam sido confirmados sete casos de mpox, todos entre adultos. Seis deles foram registrados no Setor Autônomo de Bissau e um na região de Biombo. Os principais sintomas incluem erupções ou lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos. A doença pode ser mais grave em crianças, pessoas com imunidade reduzida e outros grupos vulneráveis.

Vatican News

A primeira epidemia de mpox já registrada na Guiné-Bissau acende um alerta especial para a situação das crianças. Dos 46 casos suspeitos identificados no país, 23 envolvem menores de 15 anos, o equivalente à metade do total. Entre essas crianças, 16 têm entre zero e quatro anos, faixa etária considerada particularmente vulnerável ao risco de complicações graves provocadas pela doença.

O surto foi declarado em 4 de julho de 2026 e, até 17 de agosto, haviam sido confirmados sete casos de mpox, todos entre adultos. Seis deles foram registrados no Setor Autônomo de Bissau e um na região de Biombo. Até o momento, não foram notificadas mortes. No entanto, o fato de os casos confirmados aparentemente não apresentarem ligação entre si levanta a preocupação sobre possíveis cadeias de transmissão ainda não identificadas.

Desafio para a saúde pública

 

Segundo a vice-representante do UNICEF na Guiné-Bissau, Sandra Martins, o surgimento da doença no país representa um importante desafio para a saúde pública, especialmente devido à fragilidade do sistema de vigilância. As deficiências na identificação de contatos, na análise de amostras e no acompanhamento sistemático da propagação do vírus aumentam o risco de que outros casos permaneçam sem diagnóstico, sobretudo entre as crianças.

A situação também preocupa diante da reabertura das escolas prevista para setembro, quando o maior contato entre crianças poderá favorecer a transmissão do vírus. Por isso, o UNICEF intensificou a cooperação com o Ministério da Saúde Pública, a Organização Mundial da Saúde e outros parceiros para reforçar a vigilância epidemiológica, o rastreamento de contatos, a prevenção e o controle de infecções, além das medidas relacionadas à água, ao saneamento e à higiene nas unidades de saúde.

O UNICEF destaca que o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção são fundamentais para conter a disseminação da mpox. A organização orienta as famílias a procurar imediatamente os serviços de saúde diante de sintomas como erupções cutâneas, febre e aumento dos gânglios linfáticos, além de reforçar a importância da lavagem das mãos e da redução do contato com casos suspeitos, sem alimentar o estigma. Para fortalecer a resposta à emergência e proteger as populações mais vulneráveis, o UNICEF afirma necessitar de mais de 150 mil dólares em recursos urgentes para apoiar as ações de combate à doença na Guiné-Bissau.

Doença infecciosa causada pelo vírus mpox

 

A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença infecciosa causada pelo vírus mpox, pertencente ao mesmo grupo de vírus da varíola. A transmissão pode ocorrer pelo contato próximo com uma pessoa infectada, especialmente por meio de lesões na pele, secreções respiratórias, fluidos corporais ou objetos contaminados. Os principais sintomas incluem erupções ou lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos. Embora muitas pessoas se recuperem sem tratamento específico, a doença pode ser mais grave em crianças, pessoas com imunidade reduzida e outros grupos vulneráveis.

Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.