Mais simples, melhor: quando excesso de tecnologia atrapalha nos carros

Passou pela minha cabeça tentar começar tudo do zero. Desliguei a ignição, sai do carro e travei as portas. Esperei um pouco, destravei, voltei para o banco do motorista e tentei colocar o cinto. Para minha surpresa, ele estava travado.

Tentei com toda calma do mundo puxá-lo, mas acredito que devido à inclinação da carroceria, entendeu alguma situação de risco e se manteve travado, assim como do passageiro. De qualquer forma, como é um carro que permite manobrar sem cinto, descartei a hipótese de que esse seria o problema.

O jeito foi acionar o fabricante, que prontamente me atendeu e pediu para chamar o guincho do seguro. Fiz isso, mas infelizmente demoraram demais para me atender. A promessa era de enviar em 60 minutos, mas ele chegou somente seis horas depois, quando já era madrugada e eu estava dormindo.

Acordei assustado e fui atender o guincheiro. Quem já teve carro guinchado sabe o quanto essa operação é ruidosa. Tem o motor diesel do caminhão ligado o tempo todo, os componentes hidráulicos da plataforma, a cinta para prender os pneus…

Para piorar, ainda teríamos que estudar como seria a coleta, já que não seria nada fácil puxar um carro com freio travado de uma rampa. Não achei certo incomodar a vizinhança com isso em plena madrugada e dispensei o guincheiro. Felizmente, são dois portões aqui em casa, e consegui fechar o de baixo – o que permitiu que eu optasse por esperar que voltassem pela manhã.

E foi o que aconteceu, por volta das 11h do dia seguinte. O prestador tentou fazer o carro andar, mas sem sucesso. Ele comentou do cinto, mas falei que não deveria ser isso, e que de qualquer forma estava travado – algo que ele constatou.


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