Melhor que humanos? OpenAI prega salto com novo modelo de IA

A OpenAI lançou nesta semana uma nova geração de sua tecnologia, chamada GPT-6, que a companhia apresenta como um marco importante em sua jornada de uma década para desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, ou Artificial General Intelligence) e superar a arquirrival Anthropic, do Claude.

A startup informou na quinta-feira (3) que disponibilizou o GPT-6 Astra a usuários corporativos de seu programa Daybreak, que permite que testadores aprovados utilizem seus modelos mais capazes.

A OpenAI também planeja lançar uma versão do modelo de IA com proteções adicionais de cibersegurança para usuários pagantes do ChatGPT. Ambas as versões têm salvaguardas para impedir que usuários acessem suas capacidades mais avançadas de cibersegurança.

O presidente da OpenAI, Greg Brockman, afirmou em uma apresentação que acredita que o novo modelo será visto, no futuro, como um estágio inicial da inteligência artificial geral – termo usado para softwares que superam humanos em uma ampla gama de tarefas.

O conceito se tornou uma ambição central para boa parte da indústria de IA, embora não haja uma definição amplamente aceita para a AGI e muitos continuem céticos em relação a ela.

“Acho que ainda há muitas melhorias a serem feitas, mas há algo significativo aqui que considero qualitativamente melhor”, disse sobre o novo modelo.

Segundo ele, a tecnologia representa “uma mudança real no tipo de trabalho que as pessoas podem delegar à IA e em como ela pode capacitá-las”. Mais tarde, acrescentou que deixaria “a cargo do leitor decidir por si mesmo se isso se qualifica para ele”.

Disputa OpenAI vs Anthropic

OpenAI e Anthropic travam uma disputa acirrada pelo desenvolvimento de sistemas de IA mais avançados, ao mesmo tempo que tentam equilibrar preocupações crescentes com segurança, sobretudo após uma série de incidentes envolvendo suas tecnologias.

Uma invasão não intencional realizada por modelos da OpenAI na plataforma Hugging Face, em julho, intensificou preocupações sobre agentes de IA agindo de forma descontrolada e levou alguns líderes de tecnologia e de governo a renovar os pedidos por restrições à tecnologia.

A OpenAI havia dito anteriormente acreditar que o modelo Astra atingiu seu “limiar crítico de cibersegurança”, o que significa que ele é capaz de identificar e desenvolver exploits de dia zero (falhas de segurança ainda desconhecidas pelos desenvolvedores) sem intervenção humana.

A companhia informou ter ampliado as barreiras de proteção do modelo para evitar seu uso indevido, especialmente em ações ligadas à cibersegurança.

A medida sucede a decisão tomada em agosto de pausar parte do trabalho interno no modelo para incorporar salvaguardas mais rígidas, depois de concluir que ele tinha capacidades significativas em tarefas de cibersegurança.

Em entrevista à Bloomberg TV na quinta-feira, o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a empresa levou mais tempo do que esperava para lançar o Astra.

Segundo a companhia, o novo modelo de IA é especialmente habilidoso em usar um computador em nome do usuário, executando uma série de tarefas de trabalho e assumindo atividades mais longas do que os modelos anteriores.

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