Mascote de Cabo Verde para o Mundial 2026 nasceu em atelier de Vila Nova da Barquinha

A caminhada de Cabo Verde rumo ao Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 tem um toque do Médio Tejo. A mascote oficial apresentada no domingo, durante o encontro frente à Sérvia, no Estádio do Restelo, em Lisboa, foi produzida no Atelier Mona Martins, em Vila Nova da Barquinha.

Conhecida como “Tubarão Azul”, a personagem foi uma das protagonistas da festa que reuniu a comunidade cabo-verdiana residente em Portugal e acompanhou a vitória da seleção africana.

“Foi uma grande festa. O estádio estava muito cheio e toda a comunidade cabo-verdiana estava representada. A mascote acabou por ser a queridinha do dia”, contou Mona Martins ao mediotejo.net.

A artista explicou que a encomenda surgiu através da Alou, operadora de telecomunicações de Cabo Verde, que a contratou diretamente para desenvolver a versão tridimensional da mascote.

“O Tubarão Azul já existia enquanto personagem. O meu trabalho foi fazer toda a construção, a questão dos movimentos, dos tecidos, do tridimensional e da humanização daquele figurino”, explicou.

Especializada na criação de mascotes, figurinos e personagens para eventos, televisão e campanhas promocionais, Mona Martins salienta que o processo não termina com a entrega da peça.

“O mais importante não é quando entrego a mascote, mas quando ela está em ação, em contacto com o público. Foi muito emocionante vê-la ali no Restelo”, afirmou.

Mascote de Cabo Verde para o Mundial 2026 nasceu em atelier de Vila Nova da Barquinha. Foto: Mona Martins

Natural de São Paulo, no Brasil, Mona Martins chegou a Portugal para prosseguir estudos na área do design e das artes visuais e acabaria por fixar-se em Vila Nova da Barquinha há cerca de 12 anos, onde instalou o seu atelier criativo.

A partir deste concelho do Médio Tejo tem desenvolvido projetos para clientes nacionais e internacionais, trabalhando para Portugal, Espanha, Angola e, agora, Cabo Verde.

Entre os trabalhos mais conhecidos contam-se mascotes e personagens para o Canal Panda, Sumol Compal, Galp e diversas entidades públicas e privadas.

Apesar de estar instalada fora dos grandes centros urbanos, a artista considera que o Médio Tejo acabou por revelar-se uma vantagem estratégica.

“Hoje percebo que estar no centro de Portugal é fantástico. Em duas horas estamos no Porto, em pouco mais de uma hora em Lisboa. Consigo trabalhar para todo o país e também para o estrangeiro a partir daqui”, afirmou.

A criadora diz mesmo sentir-se plenamente integrada na região. “O meu coração é super ribatejano. Que bom que vim parar por aqui”, confessou.

A apresentação do Tubarão Azul representa assim mais um projeto internacional desenvolvido a partir de Vila Nova da Barquinha, levando o nome do concelho até à caminhada de Cabo Verde rumo ao maior palco do futebol mundial.


Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.