Mais de 30 reclusos numa prisão no leste da Guiné-Bissau em greve de fome

A informação é avançada pela rádio Sol Mansi, da Igreja Católica, que cita fontes familiares dos reclusos, consultada pela Lusa nas redes sociais da estação.

A greve de fome foi decretada, alegadamente, pela escassez de guardas prisionais no centro de reclusão de Bafatá, cujos seis agentes se encontram, atualmente, em licença para frequência de cursos em Bissau.

De acordo com as mesmas fontes, o diretor do estabelecimento teria ordenado que não ocorressem substituições dos agentes em falta.

“Devido à falta do pessoal para assegurar a vigilância e movimentação dos reclusos, estes relatam (aos familiares) que permaneceram trancados nas celas por mais de 24 horas consecutivas durante o último domingo, sem acesso ao pátio”, escreve a rádio Sol Mansi.

Como forma de denunciar a situação, mais de 30 reclusos iniciaram hoje uma greve de fome por tempo indeterminado até que lhes seja restituída a possibilidade de sair regularmente para o pátio do estabelecimento prisional, acrescenta a estação.

A rádio Sol Mansi indica que tentou “por diversas vezes” contactar os responsáveis pelos serviços prisionais de Bafatá e o gabinete de comunicação do Ministério da Justiça para obter esclarecimentos sobre o caso, mas não obteve qualquer reação oficial até ao momento.

A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto de 2025 após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância

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