Domingos Simões Pereira ouviu a decisão sem a presença dos seus advogados que, segundo a Rádio Capital FM, decidiram boicotar a audiência no Tribunal Militar Superior não comparecendo no local. A defesa do político entende que o processo está a decorrer à margem da lei, sendo que não recebeu a notificação do tribunal a convocar Domingos Simões Pereira para ir esta sexta-feira ouvir a decisão do juiz.
A capital da Guiné-Bissau acordou esta manhã de sexta-feira com mais polícias nas ruas, confirmou ao Observador um residente sob anonimato, num claro reforço da segurança que coincide com o dia em que o principal opositor político guineense voltou ao Tribunal Militar Superior para ouvir a decisão do juiz sobre a sua eventual prisão preventiva.
A notificação chegou na noite de quinta-feira, depois de, na quarta-feira, Domingos Simões Pereira ter sido interrogado no tribunal e elementos da sociedade civil terem alertado para o eclodir de convulsões sociais que poderiam levar a uma guerra civil caso o líder do histórico PAIGC fosse obrigado a voltar para a prisão.
Membros da sociedade civil alertam para risco de “guerra civil” se líder do PAIGC regressar à prisão
Eurodeputados portugueses apelam à comunidade internacional e a Guterres
Na quinta-feira, as eurodeputadas portuguesas Catarina Martins e Marta Temido, bem como a ex-colega em Estrasburgo e diplomata Ana Gomes, insurgiram-se contra a apatia internacional perante a iminente prisão de Domingos Simões Pereira.
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