“O website da Mindjer i Futuro representa uma oportunidade para apresentar o trabalho da organização numa plataforma formal, com maior alcance e visibilidade. Embora as redes sociais continuem a ser os principais canais de contacto com o nosso público, o website permite-nos reunir toda a informação sobre os nossos projetos, resultados e oportunidades num único espaço acessível. Além de reforçar a credibilidade institucional da organização, cria também novas oportunidades de parceria, colaboração e crescimento, permitindo-nos chegar a uma audiência nacional e internacional”, começa por contar-nos.
O trabalho da MiF assenta em cinco valores fundamentais: a Igualdade, por meio da promoção de oportunidades equitativas para todas as mulheres; o Empoderamento, focado no fortalecimento da autonomia e da capacidade de ação; a Educação, vista como ferramenta indispensável de transformação social; a Sororidade, que promove redes de apoio e solidariedade entre mulheres; e o Impacto, que reflete o compromisso com mudanças concretas e duradouras.
Embora exista talento e ambição em todas as regiões do país, aliados a uma inegável capacidade de trabalho, muitas mulheres continuam a enfrentar barreiras estruturais e sociais que limitam o seu acesso a oportunidades educacionais, profissionais e de liderança. A MiF identifica, entre esses obstáculos, o acesso limitado à informação, a ausência de modelos de referência femininos, redes de contacto profissionais frágeis e oportunidades reduzidas de capacitação técnica.
“Quando promovemos debates sobre liderança, tecnologia, empreendedorismo ou oportunidades globais, procuramos traduzir esses temas para desafios concretos vividos pelas raparigas guineenses: acesso à educação, autonomia económica, participação cívica, confiança, liderança comunitária e geração de rendimento. A tecnologia é apresentada como uma ferramenta para ampliar oportunidades e não como um fim em si mesmo. As nossas actividades aproximam diferentes experiências de vida e mostram que existem múltiplos caminhos para o sucesso”, explica Ana Djú. A cofundadora acrescenta ainda que “o valor da diáspora não está apenas no conhecimento técnico que partilha, mas também na capacidade de inspirar, abrir horizontes e criar ligações que permitam às jovens imaginar possibilidades para além das limitações do seu contexto imediato.”
Neste contexto, a organização procura criar espaços seguros onde as mulheres possam desenvolver competências práticas, fortalecer a autoconfiança, expandir as suas redes de contacto e ganhar terreno em espaços de tomada de decisão ainda pouco acessíveis.
Investir em competências duradouras é, para a MiF, uma resposta direta à instabilidade do país. “Num contexto de instabilidade, acreditamos que é essencial investir em competências que permanecem relevantes independentemente das circunstâncias, como comunicação, liderança, gestão financeira, literacia digital e empreendedorismo.
A nossa principal estratégia é garantir que todas as formações e mentorias tenham uma forte componente prática, permitindo que as participantes apliquem imediatamente os conhecimentos adquiridos através de exercícios, apresentações e feedback. Paralelamente, investimos fortemente na criação de redes de contacto, porque sabemos que, em contextos onde as oportunidades são limitadas, o acesso a pessoas, informação e referências pode ser tão importante quanto a formação em si”, nota.
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