O ex-primeiro-ministro são-tomense Jorge Bom Jesus anunciou nesta segunda-feira a sua decisão de desistir da corrida às presidenciais de 19 de Julho, alegando uma “avalanche de inverdades criminosas” e um clima de “divisão e crispação política” em torno da sua candidatura. Em comunicado, Jorge Bom Jesus reconheceu ainda que a sua desistência aconteceu “fora do prazo estabelecido” na lei eleitoral.
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Jorge Lopes Bom Jesus, invoca razões de natureza pessoal e o actual contexto político vivido no país. Gilson Leite, o seu mandatário aponta motivos pessoais e manifesta preocupação com o ambiente político que se vive actualmente em São Tomé e Príncipe.
“Considerando o contexto político de crispação, de intoxicação, de ataque de forma gratuita, a pessoa do Jorge que coloca em causa o seu bom nome, o nome da sua família e de todos seus apoiantes, Jorge Bom Jesus preferiu desistir da corrida”, declarou o responsável.
Para o seu mandatário, Jorge Bom Jesus afirma igualmente que pretende preservar a honra e salvaguardar a integridade física e moral da sua família, bem como dos seus apoiantes, “dissipando assim qualquer e todo o tipo de dúvida e de insinuações e de calúnia que durante esses últimos dias têm surgido contra a sua pessoa”.
Segundo escreve na declaração, a desistência constitui um “contributo para o apaziguamento da situação política e para a promoção da concórdia nacional, colocando o interesse colectivo acima da sua candidatura”.
Após Jorge Bom Jesus reconhecer que a sua desistência foi anunciada “fora do prazo estabelecido” na lei eleitoral que prevê que isto suceda “até 24 horas antes da data de abertura do sorteio para a ordem de posição de cada candidatura ou candidato no boletim de voto”, o seu mandatário justificou que daqui para a frente o doravante ex-candidato “não fará campanha, não estará em comícios”.
Refira-se que há ainda uma semana, o antigo chefe do governo são-tomense reiterou que era candidato às presidenciais, desmentindo afirmações do seu partido, que tinha anunciado a sua desistência, declarando apoio à recandidatura de Carlos Vila Nova que briga um novo mandato como Presidente.
Depois de Jorge Bom Jesus abandonar a corrida, restam quatro candidatos às presidenciais. Além do Presidente cessante, concorrem também Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D’Abreu e Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim.
De acordo com a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), estão registados 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora.
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