O presidente da Fifa, Gianni Infantino, citou Cabo Verde para defender a criação da Fifa Forward Enterprise, empresa que seria controlada pela entidade para administrar direitos comerciais de suas competições, entre elas a Copa do Mundo.
A proposta reúne a exploração de direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento e novos negócios, com o objetivo de elevar as receitas e ampliar os recursos destinados às 211 associações nacionais.
“Uma década de investimentos do FIFA Forward ajudou países como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão a disputar a Copa do Mundo pela primeira vez. Queremos ajudar a criar os próximos Cabos Verdes”, afirmou Infantino em vídeo divulgado pela Fifa.
O dirigente rebateu as críticas ao projeto, principalmente as vindas da Uefa, e destacou que a estrutura ainda depende da aprovação das associações filiadas e do Conselho da Fifa.


“É parte de um processo democrático, de consulta. E, acima de tudo, é uma oportunidade, não uma obrigação”, declarou.
Infantino estabeleceu prazo de 53 dias para a aprovação ou rejeição da proposta.
Repasses podem chegar a US$ 40 milhões
Segundo o presidente da Fifa, a nova empresa permitiria aumentar os repasses do programa FIFA Forward de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões por federação no próximo ciclo.
As associações também poderiam solicitar outros US$ 20 milhões pelo programa FIFA Fast Forward, elevando o financiamento potencial para US$ 40 milhões.
Infantino afirmou que a criação da empresa não alteraria o controle da entidade sobre as competições.
“A Fifa continuará governando o futebol sem qualquer interferência externa. A Copa do Mundo continuará sendo da Fifa”, disse.
A proposta ampliou o conflito entre a Fifa e a Uefa, comandada por Aleksander Ceferin. Segundo o release, dirigentes europeus chegaram a ameaçar um boicote à Copa do Mundo de 2030.
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