Pelo menos 1.408 pessoas foram mortas e outras 656 ficaram feridas no Haiti no segundo trimestre, segundo um relatório do Gabinete Integrado da ONU no Haiti (BINUH), que alerta para o agravamento da violência no país caribenho.
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“Estes números mostram que a população continua a pagar um preço inaceitável pela violência”, frisou na terça-feira Carlos Ruiz Massieu, representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti e líder do BINUH, que apelou para que a proteção da população se mantenha no centro dos esforços para restaurar a segurança.
A violência concentrou-se sobretudo na planície de Cul-de-Sac e em vários bairros de Cité Soleil, na capital Porto Príncipe, onde os confrontos entre gangues pelo controlo territorial e por fontes de rendimento ilícito fizeram 463 mortos e 256 feridos.
Nestas áreas, foram documentados pelo menos 176 casos de violação, enquanto mais de 18.000 pessoas foram forçadas a fugir das suas casas enquanto foram suspensos serviços essenciais, como a saúde e a educação.
Os gangues continuaram a expandir-se para além de Porto Príncipe, especialmente no departamento de Artibonite, onde perpetraram ataques contra cidades, residentes, membros de grupos de autodefesa e agricultores.
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Pela primeira vez, foram registadas incursões armadas em Séguin, no sudeste do país das Caraíbas.
Os ataques de gangues foram responsáveis por 55% de todas as pessoas mortas ou feridas durante o trimestre.
Além disso, pelo menos 81 pessoas foram raptadas, em comparação com 57 nos três meses anteriores.
O BINUH documentou ainda pelo menos 796 vítimas de violência sexual relacionada com gangues, das quais 772 eram mulheres e 23 raparigas. Não há informações disponíveis sobre o restante caso.
Segundo o relatório, 87% destes casos envolveram violações coletivas.
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Mais de 40% dos mortos ou feridos durante o trimestre foram vítimas de operações das forças de segurança contra gangues, algumas das quais envolveram uma empresa militar privada estrangeira que utilizou drones explosivos, segundo a ONU.
Entre as vítimas destas operações estavam pelo menos 95 pessoas sem qualquer ligação a gangues. Nove delas, incluindo seis crianças, foram mortas ou feridas em operações que envolveram drones explosivos.
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