Governo Trump redireciona US$ 52 milhões em ajuda militar para países da América Latina

O governo Trump está retirando dezenas de milhões de dólares em assistência militar dos Estados Unidos de países da Europa e do Oriente Médio para apoiar governos de tendência conservadora na América Central e na América do Sul.

O secretário de Estado, Marco Rubio, visitou a Colômbia, o Equador e o Peru na semana passada e prometeu a esses países apoio adicional, já que o governo Trump priorizou o Hemisfério Ocidental em sua política externa, com ênfase no combate ao tráfico de drogas e à imigração ilegal.

Presidente Donald Trump vai transferir recursos para Panamá, Peru, Equador e Colômbia. Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP

Essa é apenas a mais recente de uma série de medidas que reduziram tanto os recursos financeiros quanto o envio de tropas para a Europa, em resposta às reclamações do presidente Donald Trump de que os aliados da OTAN não estão gastando o suficiente em seus orçamentos de defesa e em outras questões.

Tanto a Macedônia do Norte quanto a Eslováquia são membros da OTAN. No entanto, isso também ocorre no momento em que o governo tem dado atenção especial ao Hemisfério Ocidental, alinhando-se profundamente com governos de direita, enquanto Trump celebra a renovação da Doutrina Monroe do século XIX, que estabelece o domínio de Washington nas Américas.

O financiamento militar estrangeiro fornece aos países beneficiários recursos provenientes dos contribuintes americanos para que possam adquirir equipamentos militares de empresas americanas do setor de defesa.

O Departamento de Estado afirmou que os recursos seriam utilizados para “combater o narcoterrorismo em nosso próprio território e ajudar a continuar garantindo a segurança do Canal do Panamá”, acrescentando que o Hemisfério Ocidental tem sido historicamente negligenciado na assistência militar dos EUA.

“Esses recursos impedirão que adversários estabeleçam pontos de apoio estratégicos em nosso hemisfério”, afirmou o departamento, em uma indireta velada à China, que tem buscado cada vez mais ampliar sua presença na América Latina.

A realocação de recursos não elimina o financiamento militar estrangeiro para a Tunísia, o Iraque, a Macedônia do Norte ou a Eslováquia, embora o valor exato restante para esses países não tenha ficado claro.

O Departamento de Estado afirmou, no entanto, que a atual distribuição do financiamento “não está alinhada com a priorização do governo” em relação ao Hemisfério Ocidental. / AP

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