Diferença de 14.000 votos atrasa definição do 2º turno no Peru

O segundo turno das eleições presidenciais do Peru ainda não tem definição, um mês após o 1º turno realizado em 12 de abril. Roberto Sánchez, de Juntos por el Perú, e Rafael López Aliaga, de Renovación Popular, disputam o 2º lugar contra Keiko Fujimori, que já está classificada para a disputa.

A apuração oficial estava em 99,635% até as 13h de segunda-feira, 11 de maio. Continuavam pendentes 339 registros de atas que precisam ser enviados ao Jurado Eleitoral Especial. A diferença entre Sánchez e Aliaga é de 14.474 votos, ainda não confirmado pelo TSE peruano.

Sánchez aparece com 2.003.902 votos válidos, cerca de 12% do total, ficando na vice-liderança. Aliaga tem 1.989.428 votos válidos, aproximadamente 11,914%, atrás do adversário. Fujimori lidera com folga numérica para o 2º turno, marcado para 7 de junho.

O atraso na divulgação gerou desconfiança política em um país marcado por mudanças frequentes na direção do governo. Desde 2016, nenhum presidente completou o mandato de 5 anos, elevando a cautela sobre o resultado final.

A Renovación Popular aponta que 94 atas eleitorais teriam sido extraviadas, correspondendo a cerca de 28 mil votos do exterior, de Lima e de Callao. Aliaga defende a recontagem dos votos, argumentando que votos não contabilizados podem alterar o 2º lugar.

Entre 20 de abril e 7 de maio, o JNE Revisou 728 atas. Em 5 de maio, a associação Transparencia afirmou não haver fraude nem distorção da vontade popular nas eleições. Os dados reforçam o cenário de apuração em andamento.

Em 7 de maio, a secretária-geral do JNE informou que o resultado do 1º turno seria divulgado em meados de maio, por volta de 15 de maio. A divulgação ocorre após a conclusão da contagem de votos em cada centro de apuração.

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