Freetown – Teve lugar ontem, em Freetown, a cimeira dos chefes de Estado da CEDEAO, marcada pela ausência do dossier da crise institucional na Guiné-Bissau da agenda oficial. Fernando Dias da Costa, visto por muitos como o vencedor das presidenciais de 2025, manifestou a sua decepção com esta ausência.
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A principal ausência das discussões dos chefes de Estado da CEDEAO foi o dossier da crise institucional na Guiné-Bissau, país mergulhado numa crise política desde o golpe de Estado militar de novembro de 2025.
Esta ausência surge após várias missões da organização a Bissau que, segundo a oposição, privilegiaram os contactos com as autoridades de transição, ignorando sistematicamente os partidos da oposição.
Para Fernando Dias da Costa, candidato presidencial apoiado pelo PAIGC, num registo facultado por Mussá Baldé, o nosso correspondente, esta ausência dos trabalhos da cimeira provoca “decepção” e “forte desconfiança” relativamente à organização:
Para mim, parece que a CEDEAO concordou com a ascensão ao poder por via de golpe de Estado, porque não tomar medidas contra golpistas significa apoiar a atitude de golpe de Estado como forma de chegar ao poder.
Na mesma cimeira, os chefes de Estado assinaram um acordo intergovernamental para a construção de um gasoduto entre a Nigéria e Marrocos, enquanto a presidência rotativa da organização passou da Serra Leoa para o Senegal. O general Birame Diop, antigo ministro das Forças Armadas do Senegal, foi eleito Presidente da Comissão da CEDEAO para os próximos quatro anos, sucedendo a Omar Alieu Touray.
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