China e Brasil querem “reforçar a comunicação estratégica” e “aprofundar a cooperação” num cenário internacional de tensão
A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e as trocas comerciais bilaterais atingiram, em 2025, um recorde de 171 mil milhões de dólares
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou esta quinta-feira, numa reunião em Pequim com Celso Amorim, assessor especial do Presidente brasileiro, Lula da Silva, que China e Brasil devem “reforçar a comunicação estratégica” e “aprofundar a cooperação”.
Wang transmitiu a Amorim uma saudação do presidente chinês, Xi Jinping, a Lula da Silva e afirmou que as relações entre China e Brasil avançaram nos últimos anos, segundo um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
O chefe da diplomacia chinesa afirmou que Pequim está disponível para trabalhar com o Brasil para “consolidar a confiança mútua estratégica” e “promover a cooperação em diferentes áreas”, destacando a importância de os dois países manterem a coordenação em questões internacionais.
Wang afirmou que China e Brasil devem cooperar para “melhorar o sistema de governação global” e contribuir para a estabilidade num cenário internacional marcado por mudanças e desafios, segundo a nota oficial.
China e Brasil devem “liderar o Sul Global rumo à unidade e à autossuficiência”, afirmou Wang.
Amorim defendeu que o Brasil atribui “grande importância” às relações com a China e está disponível para “aprofundar a cooperação em diversas áreas” com o país asiático, segundo o comunicado chinês.
“Na atual situação internacional complexa e volátil, as relações entre Brasil e China transcendem o âmbito bilateral e assumem uma importância cada vez maior”, afirmou o assessor presidencial brasileiro.
A China e o Brasil intensificaram os contactos diplomáticos e económicos nos últimos meses, num contexto marcado pelas tensões comerciais entre Brasília e Washington.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e as trocas comerciais bilaterais atingiram, em 2025, um recorde de 171 mil milhões de dólares (cerca de 149 mil milhões de euros).
O Brasil foi ainda o principal destino do investimento chinês em 2025, com 6,1 mil milhões de dólares (cerca de 5,3 mil milhões de euros).
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