Chilavert critica brasileiros após exibição de painel com Bolsonaro no Paraguai

Na última sexta (29), o ex-goleiro paraguaio José Luis Chilavert atacou brasileiros após a exibição de uma montagem com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em painéis de LED em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil. As imagens, exibidas por mais de uma hora, mostravam Bolsonaro agredindo o jogador Gustavo Gómez, do Palmeiras, e continham mensagens de provocações políticas e futebolísticas contra o Paraguai.

O que mostrava a montagem ofensiva em Ciudad del Este?

As mensagens nos painéis incluíam frases como “Brasil mandou e desmandou no campo e na política (…) Aqui é Brasil. Respeita.”, “o Hexa é nosso” e “Paraguai derrotado”. A exibição das imagens gerou forte repercussão na região de fronteira, culminando na depredação dos painéis por um grupo de pessoas e em discussões e trocas de socos.

Qual foi a reação de Chilavert e o impacto na fronteira?

Chilavert expressou indignação nas redes sociais, escrevendo: “Espero que o brasileiro que fez esse anúncio em Ciudad del Este seja expulso do Paraguai. Depois, eles falam sobre racismo.” O incidente escalou para confrontos físicos e a destruição das estruturas publicitárias.

Como o governo paraguaio interveio no caso?

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, lamentou o ocorrido e ordenou ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações a remoção de todas as estruturas e instalações não autorizadas que ocupam espaços públicos.

Replying to @SantiPenap

He ordenado al MOPC el retiro de todas de estas estructuras, así como de cualquier otra instalación irregular que ocupe espacios públicos, en el marco de las atribuciones legales que la institución viene ejerciendo en distintos puntos del país.

Paraguay seguirá hacia adelante.

Peña declarou: “Deploramos os cartazes ofensivos instalados em Ciudad del Este. Este tipo de ações não contribuem para o entendimento nem para o respeito que devem prevalecer entre os povos.”

Empresas alegam ataque hacker; o que diz a investigação?

Segundo o UOL, as empresas FastPrint e Publimix, responsáveis pelos espaços publicitários, alegaram ter sido alvo de um ataque hacker. O advogado Francisco Centurión, representante das empresas, informou que uma denúncia foi apresentada ao Ministério Público local para investigar o caso.

A FastPrint, em comunicado, pediu desculpas e afirmou que a divulgação ocorreu “fora de seu controle operacional”. No entanto, a Municipalidade de Ciudad del Este abriu uma investigação administrativa e, de acordo com o portal Más Encarnación, “rejeitou de plano a desculpa de um suposto hackeamento cibernético”.

Até o momento, a autoria do ataque hacker permanece desconhecida.


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