David Feng, presidente da World Phygital Community, celebra mercado sul-americano: “esperamos que uma das próximas cidades sede seja na América Latina”

Em entrevista exclusiva ao IGN Brasil, David Feng, novo presidente interino da World Phygital Community (WPC), revelou pilares da organização ao redor do mundo, caminhos para o desenvolvimento de atletas phygital e a importância do mercado sul-americano nesta equação.

Feng é empreendedor e executivo esportivo internacional com mais de 25 anos de experiência em governança olímpica e esportiva global, em especial, na gestão de eventos, hospitalidade e parcerias estratégicas. O executivo trabalhou com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e outras instituições associadas.

Créditos: Divulgação \ world phygital community

Os principais objetivos de David e da WPC

David comenta que seu papel é fortalecer os membros atuais e garantir que entreguem o valor e apoio necessário para o desenvolvimento.

Sobre sua experiência com o COI, David afirma que tem um ponto de entrada muito interessante para a liderança global do esporte, seja ela governamental, esportiva, em empresas de tecnologia ou investidores.

O presidente ressalta que a organização tem uma enorme responsabilidade com a saúde pública, e que isso tem um grande impacto. “Estamos focados na Iniciativa de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, na iniciativa de engajamento da juventude e em saúde pública, já que temos mais de 100 países membros organizando torneios.”

créditos: divulgação \ the game of the future

Tudo isso faz parte do ecossistema e das ideias da WPC, que também focam no engajamento com organizações esportivas, pois podem oferecer um novo formato, que permite que as instituições esportivas criem novas modalidades.

Na área da educação, globalmente, a WPC trabalha com todos os níveis, do ensino fundamental ao universitário. A ideia é: “ engajar os jovens e conscientizá-los sobre como o esporte pode contribuir para a vida e o desenvolvimento juvenil, pois os novos atletas têm a possibilidade de desenvolver novas habilidades […] e essas são habilidades muito específicas e de grande valor.”,

O desenvolvimento de jogadores Phygital

Um dos maiores desafios para o desenvolvimento do atleta phygital é construir esse talento sem perdê-lo por completo para os esportes tradicionais ou para as principais competições de esports. Para David, é nessa questão que o jogador pode surgir.

“É um formato bastante interessante. Eu diria que não vejo obstáculos aí. Podemos colaborar tanto com os esports quanto com os esportes tradicionais. Consideramos que o desenvolvimento de atletas e do próprio esporte vem de fontes diferentes.”

créditos: divulgação / the games of the future

É na mistura desses formatos que o phygital ganha força, “afinal, somos inclusivos e estamos abertos à colaboração. O futuro desse movimento se constrói com base em esforços coletivos.”, afirmou David.

Atualmente, há diversos atrativos que unem os dois esportes segundo David: “os jogadores digitais percebem o valor de se envolverem em atividades físicas e, para o jogador tradicional, há também a experiência digital repleta de desafios, já que nosso formato de esporte é muito dinâmico e rápido.”

O mercado sul-americano para além dos jogadores

É de conhecimento público que o Brasil e os demais países da América do Sul são exportadores de talentos para o mundo, principalmente nos esportes, e isso não é diferente no universo Phygital, em que grandes clubes de futebol e basquete são latinos.

“Temos nações presentes, seja no desenvolvimento de base ou nas equipes de elite que competem aqui nos The Games of Future, com uma enorme contribuição de nossos membros e um enorme potencial também na América Latina, apoiado pelo governo.”, apontou David.

créditos: divulgação / the games of the future

David Feng comentou sobre as escolas Phygital, que é uma iniciativa educacional e esportiva que leva o esporte híbrido, digital e físico, para as escolas, funcionando como uma base sólida e um modelo de engajamento comunitário para o movimento mais amplo dos Games of The Future. Inclusive há conversas para trazer a iniciativa ao Brasil.

“Por exemplo, no âmbito escolar, na Colômbia, na última temporada, levamos a nossa iniciativa chamada Jogos Escolares Phygital, que contou com a participação de 15 mil alunos. Na Guatemala, mais de 20 ou 30 escolas estão envolvidas, e no Brasil temos uma parceria e discussões com o governo sobre como desenvolver essa iniciativa por lá.”

Assim, a esperança é que o engajamento e a audiência aumente ainda mais nos próximos anos em relação ao Phygital.


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