A rede angolana do Pacto Global das Nações Unidas foi oficialmente lançada esta segunda-feira, em Luanda, reunindo já 65 empresas comprometidas com práticas empresariais sustentáveis, transparência e boa governação. A informação foi avançada pela diretora executiva da iniciativa em Angola, Eliana Santos, durante a cerimónia de apresentação oficial da plataforma no país.
A criação da rede representa um novo impulso para a consolidação da sustentabilidade corporativa em Angola, num momento em que as exigências internacionais relacionadas com responsabilidade social, proteção ambiental e combate à corrupção ganham cada vez mais peso no ambiente económico global.
Segundo Eliana Santos, o trabalho de preparação da rede começou há quatro anos, através de um levantamento do mercado nacional para identificar empresas que já desenvolviam políticas ligadas à sustentabilidade e responsabilidade corporativa.
“Numa primeira fase, a nossa estratégia incidiu sobretudo sobre o setor financeiro, onde verificámos existir maior sensibilidade e abertura para estas matérias”, explicou a responsável, acrescentando que as empresas aderentes assumem agora o compromisso de alinhar as suas operações com os princípios universais das Nações Unidas nas áreas dos direitos humanos, trabalho digno, ambiente e integridade empresarial.
A responsável sublinhou ainda que as organizações integrantes da rede terão de apresentar relatórios anuais de progresso através de uma plataforma própria, mecanismo considerado essencial para garantir transparência, acompanhamento e credibilidade internacional.
Além do reforço das boas práticas de gestão, Eliana Santos destacou que a adesão ao Pacto Global representa também uma vantagem competitiva para as empresas angolanas, sobretudo num contexto económico cada vez mais orientado para padrões internacionais de sustentabilidade e financiamento responsável.
Criado pelas Nações Unidas, o Pacto Global das Nações Unidas é atualmente considerado a maior iniciativa mundial de sustentabilidade corporativa, congregando mais de 25 mil participantes distribuídos por mais de 100 países.
Durante o lançamento da rede angolana, a subsecretária-geral das Nações Unidas e CEO do Pacto Global, Sanda Ojiambo, destacou a importância estratégica da entrada de Angola na estrutura internacional da organização.
Segundo a responsável, existem atualmente 65 redes nacionais do Pacto Global em todo o mundo, dez das quais em África. Com a formalização da rede angolana, o país passa a integrar uma comunidade continental com mais de mil empresas comprometidas com metas de desenvolvimento sustentável.
De acordo com um comunicado divulgado pela organização, entre as prioridades imediatas da nova rede em Angola constam o alargamento da adesão empresarial, a implementação de iniciativas alinhadas com as prioridades nacionais e o fortalecimento da cooperação entre países lusófonos.
A estratégia prevê igualmente programas de capacitação e intercâmbio institucional em parceria com redes do Brasil, Portugal e Moçambique, numa tentativa de acelerar a partilha de experiências e promover soluções comuns para os desafios da sustentabilidade no espaço lusófono.
Com o lançamento da rede nacional, Angola procura posicionar-se de forma mais ativa no movimento global de desenvolvimento sustentável, num período em que investidores, instituições financeiras e mercados internacionais exigem cada vez mais compromisso ambiental, responsabilidade social e elevados padrões de governação empresarial.
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