Viagem de carro elétrico: 5 dicas de quem fez 18.233 km

Quem pensa em pegar a estrada de carro elétrico nas férias de julho pode aprender com quem já rodou muito por aí. Maurício Barros percorreu 18.233 quilômetros e cruzou seis países na maior viagem de carro elétrico registrada na América do Sul. Agora, ele se prepara para uma nova expedição, de aproximadamente 24 mil quilômetros, que deve passar por 26 capitais.

Com essa bagagem, Barros reuniu cinco orientações básicas para quem vai encarar a estrada pela primeira vez com um elétrico.

Conheça o carro antes de rodar longe

O primeiro conselho é testar o veículo em trajetos curtos antes de encarar percursos longos. Segundo Barros, entender o consumo do carro dá segurança para viagens maiores.

‘A primeira viagem precisa servir para conhecer o comportamento do carro na estrada. Antes de rodar 1.500 ou 2.000 quilômetros, faça viagens menores. Assim você entende o consumo do veículo e ganha confiança para percursos mais longos’, afirmou Maurício Barros.

Como referência de autonomia, um carro elétrico pode rodar em torno de 300 quilômetros. Por isso, a recomendação é planejar paradas para recarga entre 230 e 250 quilômetros.

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Planeje a recarga antes de sair

Outra dica é deixar o roteiro de recarga resolvido antes de dar a partida, e não durante o trajeto. Ferramentas como PlugShare, ABRP (A Better Routeplanner) e Tupi Mobilidade ajudam a localizar eletropostos ao longo do caminho.

‘Deixar isso para a última hora pode dar mais trabalho, principalmente se o sinal de internet ou de celular não ajudar. Por isso, o ideal é concluir todo esse processo antes de pegar a estrada. Assim, o usuário evita contratempos durante a viagem’, disse Barros.

Nunca deixe a bateria abaixo de 20%

Um dos deslizes mais frequentes entre iniciantes é adiar a recarga até a bateria ficar em nível crítico. Barros orienta manter uma margem de segurança.

‘Um dos erros mais comuns de quem viaja pela primeira vez é deixar para pensar na recarga quando a bateria já está muito baixa. Eu aconselho nunca deixar a carga cair abaixo de 20%. Se surgir uma oportunidade de recarregar durante o percurso, vale a pena aproveitar e seguir viagem com mais tranquilidade’, explicou.

Cuidado ao usar o carregador portátil

O carregador portátil funciona como recurso de apoio, mas recupera pouca carga: em média, entre 3% e 5% de bateria por hora. Como o carregador original trabalha com 13 amperes, o ideal é ligá-lo em uma tomada de 20 amperes.

Se a tomada tiver menor capacidade, como uma de 10 amperes, é preciso ajustar o carregador para 8 amperes. O que não se deve fazer, segundo Barros, é recorrer a adaptadores.

‘O que nunca pode ser feito é usar adaptadores para ligar o carregador em tomadas de menor capacidade. Se a tomada é de 10 amperes e o carregador trabalha com 13 amperes, a instalação pode superaquecer’, alertou.

A infraestrutura de recarga está crescendo

O avanço da rede de recarga no Brasil também favorece quem quer viajar de elétrico. Um levantamento divulgado em junho no site da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), consolidado com dados até maio de 2026, mostra que o país ultrapassou 25,4 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga.

O destaque fica com os carregadores rápidos (DC): em apenas três meses, o número saltou de 6.479 para 8.601 equipamentos, um crescimento de 32,8%.

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