‘Serei a primeira mulher presidente da Venezuela’, diz María Corina Machado
Líder da oposição venezuelana deu entrevista à Fox News nesta sexta-feira, 16. Crédito: Fox News/via AFP
Os Estados Unidos não obstruirão o retorno da líder da oposição, María Corina Machado, à Venezuela, mas as condições adequadas devem ser atendidas, declarou Luis Mendez, chefe da diplomacia americana para a América do Sul, nesta quarta-feira, 15.
“Não vamos obstruir o retorno de María Corina Machado”, afirmou Mendez em uma audiência perante uma subcomissão da Câmara dos Representantes para a América Latina. “No entanto, acredito que ainda há trabalho a ser feito no contexto da Venezuela, para que, quando ela retornar, não seja detida”, admitiu o diplomata.
Mendez fez alusão à legislação venezuelana vigente que impede o retorno de Machado. Ela deixou o país clandestinamente em dezembro passado para receber o Prêmio Nobel da Paz em Oslo, com assistência dos Estados Unidos.

María Corina Machado após se reunir com senadores dos EUA em Washington, no dia 15 de janeiro Foto: Eric Lee/The New York Times
Após os devastadores terremotos de 24 de junho, Machado tentou retornar ao país pelo menos duas vezes, mas a pressão diplomática tanto de Caracas quanto do governo de Donald Trump a impediu.
O Departamento de Estado chegou a declarar publicamente que, em meio às operações de resgate dos sobreviventes, não era o momento de levantar questões políticas “sensíveis”.
O presidente Trump, quando questionado recentemente por jornalistas, afirmou que não se opunha ao retorno de Machado, lembrando que ela lhe concedeu o Prêmio Nobel da Paz.
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Questionado se o governo dos EUA havia pressionado a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para permitir o retorno de Machado, Méndez indicou: “Sim, deixamos isso muito claro para as autoridades interinas”.
“Precisamos de eleições na Venezuela”, acrescentou Méndez, em resposta a uma pergunta de um deputado republicano sobre quais outras condições seriam necessárias para a transição.
O governo interino de Rodríguez, no poder desde a queda do ditador Nicolás Maduro em janeiro, anunciou na terça-feira, 14, que planeja iniciar uma série de reuniões com membros da oposição em agosto. / AFP
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