EUA saúdam diálogo entre governo chavista e oposição rumo à reconciliação

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, disse que os EUA “acolhem com satisfação o anúncio de membros da Assembleia Nacional (parlamento) da Venezuela de 2015, liderada por Dinorah Figuera, e do Governo interino venezuelano sobre uma agenda conjunta que terá início a 01 de agosto para promover a estabilidade, a democracia e a recuperação nacional do país”.

“Este anúncio representa um passo importante no processo de reconciliação política e dá seguimento à reunião realizada em 18 de junho entre os representantes. Saudamos o compromisso de fortalecer as instituições democráticas, aprimorar o sistema eleitoral e restaurar as garantias de participação política”, disse.

Em comunicado, o porta-voz da diplomacia norte-americana acrescentou que os “sismos devastadores” registados em junho passado que deixaram milhares de mortos e feridos no país sul-americano “ressaltaram a necessidade urgente de união, liderança responsável e instituições capazes de servir o povo venezuelano”.

“Os EUA continuarão a apoiar os esforços liderados pela Venezuela que gerem progressos tangíveis rumo a uma transição eleitoral pacífica e democrática, trabalhando em conjunto com o povo venezuelano na recuperação e reconstrução do seu país”, garantiu.

Na terça-feira, o parlamento venezuelano, controlado pelo chavismo (movimento político inspirado no antigo Presidente Hugo Chávez), e um grupo de membros da oposição que faziam parte da legislatura de 2015, anunciaram que iniciarão, em 01 de agosto, um roteiro conjunto para promover a democracia no país.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, partilhou a declaração da oposição na rede social X, que foi vista como um sinal de apoio da administração de Donald Trump, que em janeiro capturou o ex-presidente Nicolás Maduro e colocou o novo Governo interino liderado pela vice-presidente, Delcy Rodríguez, sob a sua tutela.

Desde então, Washington e Caracas retomaram e fortaleceram os seus laços políticos e comerciais, especialmente após um acordo pelo qual os Estados Unidos administram as vendas de petróleo bruto venezuelano. 

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