A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) declarou, no domingo, 26 de julho, seis antigas plantações agrícolas coloniais portuguesas, nas ilhas de São Tomé e Príncipe como Património Mundial.
A integração na lista de Património Mundial, anunciada durante a Assembleia Geral da UNESCO, em Busan, na Coreia do Sul, abrange um total de seis roças, sendo quatro na ilha de São Tomé (Água Izé, Diogo Vaz, Monte Café e São João dos Angolares) e duas na ilha do Príncipe (Belo Monte e Sundy).
De acordo com a declaração da UNESCO, estes locais representam um sistema colonial dedicado principalmente à produção de café e cacau, combinando terras agrícolas, infraestruturas industriais, áreas residenciais e instalações sociais.
A Organização sublinha ainda que as roças que agora se integram na lista de Património Mundial ilustram o funcionamento de um sistema agroindustrial colonial em grande escala, baseado na migração e nos trabalhos forçados, desde o final do século XIX até meados do século XX, concebido para sustentar a produção de matérias-primas após a abolição da escravatura.
Citada pela rádio francesa RFI, a ministra são tomense da Educação, Cultura e Ensino Superior, Isabel Abreu, que representou o Governo de São Tomé em Dusan, afirmou que esta distinção “escreve uma nova página na história de São Tomé e Príncipe”, e considerou que “esse ato de proteção das roças, como uma identidade do país, enquanto alicerce de uma memória coletiva da cultura nacional”.
Imagem: Facebook da Roça São João dos Angolares (D.R.)
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