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Automação avançou no atendimento, mas consumidores cobram resolução rápida, empatia e jornadas simples para permanecer fiéis às marcas
Uma única experiência ruim pode afastar clientes e corroer receita recorrente. Pesquisa global da PwC mostra que 32% dos consumidores abandonariam uma marca após um atendimento negativo, enquanto 59% deixam empresas depois de sucessivas frustrações.
O dado ajuda a explicar por que companhias vêm revendo operações excessivamente automatizadas. Ganhar escala segue importante, mas manter relacionamento voltou ao centro da estratégia.
Para Alexandre Slivnik, o erro mais comum está em usar tecnologia para esconder falhas operacionais. “A automação deve eliminar burocracia e agilizar tarefas simples. Quando ela impede o cliente de ser ouvido em situações relevantes, deixa de ser solução e vira problema”, afirma.
Nos últimos anos, empresas aceleraram investimentos em inteligência artificial, chatbots e autosserviço digital para reduzir custos e ampliar disponibilidade. Ao mesmo tempo, o consumidor passou a comparar experiências entre setores distintos.
Segundo a Salesforce, mais de 80% dos clientes afirmam que a experiência oferecida por uma empresa é tão importante quanto seus produtos ou serviços.
Na prática, isso significa que rapidez sem resolução perdeu valor. Sistemas que fazem o consumidor repetir dados, não entendem contexto ou bloqueiam acesso humano elevam desgaste e aumentam a chance de churn. “Ninguém quer falar com uma pessoa para emitir segunda via ou acompanhar entrega. Mas ninguém aceita ficar preso em um robô quando precisa resolver algo urgente”, diz Slivnik.
Empresas mais eficientes têm adotado modelo híbrido. Processos simples ficam com a tecnologia. Demandas emocionais, consultivas ou críticas seguem com pessoas treinadas e com autonomia. Essa combinação reduz filas, melhora produtividade e preserva vínculo com o cliente.
O especialista aponta cinco medidas para equilibrar tecnologia e humanização no atendimento
Antes de revisar plataformas ou trocar fornecedores, a empresa precisa mapear os pontos de atrito da jornada e identificar onde a presença humana realmente agrega valor.
1. Automatizar tarefas repetitivas
Consultas simples, pagamentos, rastreio e atualizações cadastrais devem ser resolvidos em poucos cliques.
2. Direcionar casos sensíveis para pessoas
Cancelamentos, conflitos, urgências e reclamações exigem escuta ativa e poder de decisão.
3. Integrar histórico entre canais
O cliente não deve repetir informações no site, aplicativo, chat e telefone.
4. Treinar equipes para resolver de fato
Atendentes precisam de contexto, acesso a dados e autonomia para concluir demandas.
5. Medir retenção e satisfação além de custo
Tempo médio importa, mas recompra, lealdade e reputação mostram o impacto real.
Outro ponto crítico, segundo Slivnik, está na contratação de fornecedores apenas pelo menor preço. “Ferramenta barata que aumenta atrito sai cara. A escolha precisa considerar experiência do cliente, integração e capacidade de evolução.”
Relatórios da Zendesk indicam que consumidores esperam interações cada vez mais naturais, rápidas e personalizadas. Para setores como varejo, bancos, turismo e saúde, a pressão tende a crescer. “O futuro não será de empresas mais robotizadas, e sim de empresas mais inteligentes no uso da tecnologia. Quem automatiza o simples e humaniza o decisivo cria vantagem competitiva difícil de copiar”, conclui.
Sobre Alexandre Slivnik
Alexandre Slivnik o único brasileiro a dar a volta ao mundo em um avião privado da Disney para conhecer os bastidores de todos os parques da empresa no mundo, juntamente com seus maiores executivos. É reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias na área de palestras e treinamentos (EB1).
Autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. Diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). Vice-Presidente da ABTD – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. Professor convidado do MBA de Gestão Empresarial da FIA / USP.
Palestrante com mais de 20 anos de experiência na área de RH e Treinamento. Atualmente um dos maiores especialistas em Encantamento de Clientes no Brasil. Palestrante Internacional com palestras feitas nos EUA, EUROPA, ÁFRICA e ÁSIA, tendo feito especialização na Universidade de Harvard (Graduate School of Education – Boston / EUA).
Para mais informações, acesse o site oficial: www.alexandreslivnik.com.br.
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