Inclusão financeira na Guiné-Bissau sobe para 79,5% com avanço do dinheiro eletrónico
O acesso a serviços financeiros na Guiné-Bissau saltou de 20,5% em 2018 para 79,5% no final de 2025. O crescimento é impulsionado pela expansão das moedas eletrónicas, que integraram populações anteriormente excluídas do sistema bancário.
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Segundo José Manuel da Silva, diretor do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) para a Guiné-Bissau, a inclusão financeira foi viabilizada por aplicações de pagamento e sistemas de transferência digital. Estas ferramentas permitem transações sem a exigência de contas bancárias tradicionais.
Impacto da tecnologia e conectividade
A maior penetração de smartphones e a expansão da rede de internet reduziram as barreiras geográficas e económicas no país. Dados do BCEAO revelam que, em 2025, 60% dos novos utilizadores de serviços financeiros optaram por plataformas digitais.
Para sustentar este avanço, o BCEAO articula com empresas tecnológicas e instituições financeiras locais a criação de serviços seguros e adaptados à realidade da população, apoiados por políticas de educação financeira e inclusão digital.
Obstáculos rurais
José Manuel da Silva alertou que a conectividade limitada em regiões rurais ainda condiciona a expansão da tecnologia financeira. A continuidade do investimento em infraestruturas de internet e na literacia financeira é apontada como a via para manter a trajetória de crescimento do setor.
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