As roças Monte Café, Água Izé, Diogo Vaz e São João, na ilha de São Tomé, e Sundy e Belo Monte, na ilha do Príncipe foram inscritas como património mundial da UNESCO.
A nomeação teve lugar este domingo (28) na 49ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO que decorre em Busan, República da Correia.
A ministra santomense da Educação, Ciências, Cultura e Ensino Superior, Isabel Viegas de Abreu, participou neste evento internacional.
Isabel Viegas de Abreu, citada em notícia publicada no site oficial do Governo de São Tomé e Príncipe, saudou a decisão do Comité da UNESCO e disse que “esta inscrição escreve uma nova página na história do nosso país”.
Uma página, que conforme realçou, “que jamais poderá apagar o passado doloroso das roças, marcado pela exploração e pela migração forçada, mas que presta homenagem à resistência, à resiliência, à coragem e à dignidade das mulheres e dos homens que ali viveram e trabalharam, e cujos descendentes mantêm hoje vivo este legado.”
Estas seis roças distinguem-se tanto pelo seu valor arquitetónico como histórico. As roças, do período colonial, mais precisamente dos séculos XIX e XX, produziam café e cacau. No início do século passado, chegaram a ser os maiores produtores de cacau do mundo.
O governo de São Tomé e Príncipe considera que esta distinção pode abrir a possibilidade de linhas de crédito para restaurar estes espaços.
Esperam também um aumento no turismo que leve a um desenvolvimento sustentável das comunidades locais que ainda habitam estas antigas plantações. São Tomé e Príncipe é o único país que é, na sua totalidade, considerado Reserva da Biosfera da UNESCO.
Recorde-se que, conforme o Publituris havia noticiado, Portugal compromete-se a apoiar São Tomé e Príncipe na recuperação de antigas roças coloniais para fins turísticos, ao abrigo de um acordo assinado na capital são-tomense, no âmbito de uma visita que o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, realizou ao país.
Pedro Machado, que chefiava uma delegação portuguesa em visita de trabalho ao arquipélago, realçou, na ocasião, que a recuperação do património será baseada no modelo do Programa Revive Património, desenvolvido em Portugal com envolvimento do setor privado.
“Vamos recuperar alguns dos imóveis históricos de São Tomé, nomeadamente as roças, vamos transformá-las em sítios não só de visitação turística, mas também de podermos criar nomeadamente novos hotéis”, dizia.
Fonte e crédito da imagem: www.publituris.pt
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