O Presidente de São Tomé e Príncipe apelou este domingo 12 de Julho à paz e tolerância nacional, contra o medo, a intimidação e o ódio, no discurso do Dia da Independência, quando falta uma semana para as presidenciais. Numas cerimónias marcadas pela ausência da oposição, o chefe de Estado sustentou que “respeitar quem pensa diferente não é fraqueza, é democracia”.
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Nas cerimónias em que se assinala o 51.º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe e que este ano acontece em plena campanha eleitoral, Carlos Vila Nova sublinhou que “São Tomé e Príncipe é pequeno demais para o ódio e a divisão”.
“Cada cidadão tem o direito de apoiar o candidato da sua preferência. Esse é um direito sagrado, conquistado com muito esforço e que deve ser exercido livremente, sem medo, sem intimidação e sem qualquer forma de pressão”, defendeu o recandidato presidencial, que desta vez não conta com o apoio oficial da ADI, mas de uma espécie de ‘consórcio’ da oposição.
O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra, bem como de uma ala dissidente da ADI são os apoiantes de Carlos Vila Nova.
Vila Nova foi o único a assinar o “pacto de não-agressão” proposto pela Comissão Eleitoral Nacional para as eleições presidenciais, um compromisso que visa garantir um clima de paz e evitar violência durante a campanha
O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D’Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.
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