O candidato de esquerda Roberto Sánchez reconheceu nesta segunda-feira (6) a vitória de Keiko Fujimori na eleição presidencial do Peru, após semanas de questionamentos ao resultado do pleito. A mudança de posição foi formalizada em um comunicado conjunto assinado por representantes dos partidos Ahora Nación, Partido Cívico Obras e Juntos por el Perú.
Na nota, as legendas afirmam que “a democracia exige respeito às instituições, mas também exige a defesa da verdade” e reconhecem que o Júri Nacional de Eleições (JNE) proclamou oficialmente o resultado da disputa presidencial. O órgão eleitoral peruano confirmou Keiko Fujimori como presidente eleita na última sexta-feira, 3 de julho.
Nas últimas semanas, Sánchez vinha ameaçando contestar o desfecho da eleição e chegou a apresentar recurso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em movimento que mantinha aberta a disputa política mesmo após o fechamento da apuração, segundo o relato publicado pela imprensa. Ainda assim, ao reconhecer a vitória da adversária, ele afirmou que a decisão não representa renúncia ao direito de apontar supostas irregularidades ocorridas durante o processo eleitoral.
Os números oficiais da apuração mostram uma disputa apertada. De acordo com a ONPE, com 100% das atas contabilizadas, Keiko Fujimori terminou a eleição com 50,135% dos votos, o equivalente a 9.223.396 votos, enquanto Roberto Sánchez obteve 49,865%, com 9.173.755 votos.
Segundo o JNE, Keiko receberá suas credenciais em 15 de julho. A posse está marcada para 28 de julho, quando ela assumirá a presidência para um mandato até 2031.
A definição encerra um processo eleitoral acompanhado de tensão política em um país que vive sucessivas crises institucionais. Desde 2016, o Peru teve oito presidentes diferentes, entre destituições e renúncias antes do fim do mandato.
Crédito: Link de origem