Sami Pajari lidera Rali do Paraguai após 1.ª etapa marcada por abandonos de Ogier, Neuville e Katsuta
O finlandês Sami Pajari (Toyota Yaris) terminou esta sexta-feira na liderança do Rali do Paraguai, 11.ª prova do Mundial (WRC), depois de uma primeira etapa marcada por problemas de pneus e abandonos de Sébastien Ogier, Thierry Neuville e Takamoto Katsuta.
Pajari, vencedor das duas últimas provas do campeonato, na Estónia e Finlândia, completou as oito especiais desta sexta-feira em 1:28.28,7 horas, deixando o neozelandês Hayden Paddon (Hyundai i20) a 11,9 segundos e o britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris), líder do Mundial, a 56,3.
O francês Adrien Fourmaux (Hyundai i20), que venceu quatro das oito classificativas disputadas, terminou o dia na quarta posição, a 1.51,3 minutos, seguido do irlandês Josh McErlean (Ford Puma), quinto, a 2.23,1.
Esta edição do Rali do Paraguai está a revelar-se particularmente dura para pilotos e máquinas, com furos e pneus a desfazerem-se e a provocarem sucessivas alterações na classificação.
Oliver Solberg (Toyota Yaris) começou por ser o mais rápido, vencendo as duas primeiras especiais e construindo uma vantagem de 7,1 segundos, mas perdeu quase quatro minutos na primeira passagem pelos 33,88 quilómetros de Yerbatera.
O motor do Toyota do sueco desligou-se numa travagem e só voltou a funcionar depois de espetadores terem ajudado a empurrar o carro, antes de um furo obrigar Solberg a parar novamente para trocar uma roda.
Os problemas do sueco colocaram Paddon na liderança, numa manhã em que o neozelandês conseguiu evitar grande parte dos contratempos dos adversários e chegou à assistência intermédia com 23,9 segundos de vantagem sobre McErlean e 26,7 sobre Evans.
Paddon, que disputa a primeira prova de terra ao mais alto nível do WRC desde 2018, não liderava uma prova do Mundial desde o Rali de Portugal desse mesmo ano.
A vantagem, contudo, foi sol de pouca dura e viria a desaparecer durante a tarde. Nessa altura já tinham ficado pelo caminho o japonês Takamoto Katsuta (Toyota Yaris), que capotou logo na primeira especial, seguido do belga Thierry Neuville (Hyundai i20), que danificou a suspensão traseira esquerda depois de sair largo num salto, perdendo quase três minutos antes de abandonar.
Também o campeão mundial em título, Sébastien Ogier (Toyota Yaris), vencedor da edição de 2025, ficou fora da luta ainda durante a manhã.
O francês sofreu um furo no pneu traseiro esquerdo na primeira especial, perdendo 24,4 segundos, e bateu posteriormente numa barreira em Nueva Alborada, partindo um braço da suspensão.
Ogier tentou uma reparação provisória e ainda iniciou Yerbatera, mas foi obrigado a parar quando a solução improvisada não resistiu.
Fourmaux venceu as segundas passagens por Cambyreta e Nueva Alborada, enquanto Paddon teve problemas no pneu dianteiro direito, permitindo a Evans assumir o comando por apenas meio segundo.
A liderança do galês também duraria apenas uma especial. Na segunda passagem por Yerbatera, o pneu traseiro direito do Toyota começou a desfazer-se e Evans terminou a classificativa praticamente apenas com a jante.
Pajari escapou aos problemas nessa passagem e venceu a especial por uma décima de segundo sobre Solberg, saltando para o primeiro lugar. O finlandês chegou à última superespecial com 12,4 segundos de vantagem e terminou o dia com 11,9 sobre Paddon.
“Depois de todas estas coisas loucas, estamos bastante bem na classificação, mas ainda só terminámos a sexta-feira”, afirmou Pajari, citado pela organização do campeonato, alertando que os próximos dias poderão ser “os mais exigentes”.
Paddon também sofreu problemas de pneus nas duas principais classificativas da tarde, mas conseguiu conservar a segunda posição.
Evans terminou em terceiro, depois de ter sofrido delaminações de pneus nas duas passagens por Yerbatera, enquanto Fourmaux recuperou até quarto apesar de ter perdido quase minuto e meio durante a manhã para trocar uma roda e de ter terminado a segunda passagem pela mesma especial com os dois pneus traseiros vazios.
No sábado disputam-se mais nove especiais, num total de 137,34 quilómetros cronometrados, incluindo a inédita classificativa de Bella Vista Sur e uma superespecial noturna na marginal de Encarnación.
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