Marco Rubio faz uma espécie de pingue-pongue diplomático pela América do Sul, com três paradas em três dias: Colômbia, Peru e Equador. O secretário de Estado norte-americano visita países alinhados à política externa dos Estados Unidos e já começou a anunciar resultados.
Na Colômbia, primeira parada da viagem, o governo norte-americano anunciou um acordo sobre terras raras com Bogotá. Durante o mandato de Gustavo Petro, um governo progressista, a Colômbia havia se recusado a participar de iniciativas com os Estados Unidos sobre esses minerais.
Agora, com a nova presidência, o governo norte-americano convenceu a Colômbia a participar de uma iniciativa que permitirá aos Estados Unidos ter acesso às terras raras colombianas. O acordo prevê, de certa forma, a criação de uma reserva de mercado, com prioridade norte-americana na exploração e na compra desses minérios.
Rubio também indicou que os Estados Unidos têm interesse em manter ou abrir uma base militar na Colômbia. A possibilidade está inserida em uma estratégia norte-americana de militarização do hemisfério ocidental.
Segundo o secretário de Estado, a instalação ainda depende do governo colombiano, em respeito à soberania da Colômbia. Ao mesmo tempo, ele deixou explícito o interesse dos Estados Unidos em manter ou abrir uma base norte-americana ou conjunta em território colombiano.
No Peru, outro anúncio. O país, agora sob uma nova presidente, passará a integrar o Escudo das Américas, uma aliança criada pelo governo norte-americano no ano passado e que reúne cerca de 18 governos latino-americanos.
O compromisso anunciado é de combater de forma coordenada o narcotráfico na região. Observadores, porém, indicam que a alegação do combate ao narcotráfico seria apenas um argumento para militarizar a região.
O Peru, portanto, passa a fazer parte da iniciativa que já reúne outros governos latino-americanos. Rubio encerra a viagem pela América do Sul ainda nesta semana, no Equador.
A movimentação ocorre dentro de uma estratégia de maior influência direta dos Estados Unidos na região, com acordos econômicos, interesses militares e uma coalizão de segurança que amplia a participação de governos alinhados a Washington.
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