Resultado de eleição presidencial no Peru depende de validação de votos no exterior

Segundo ele, as seções contestadas estão localizadas em diferentes locais de votação de Barranco, Ate, Carabayllo, Pachacámac, San Juan de Lurigancho, Comas, Chorrillos, El Agustino, Independencia, La Victoria, San Juan de Miraflores e Cercado de Lima, entre outros distritos.

O representante da Juntos por el Perú apresentou recursos de apelação contra decisões de diferentes Jurados Eleitorais Especiais sobre atas contestadas durante o segundo turno presidencial. O objetivo da legenda é que, após nova verificação ou recontagem, sejam incorporados votos que teriam sido contabilizados de forma incorreta como nulos.

Roy Mendoza, representante legal da Juntos por el Perú, afirmou ao jornal peruano que o JNE deverá se pronunciar primeiro sobre aspectos formais e depois sobre o mérito dos casos apresentados. Ele acrescentou que a legenda realiza reuniões para definir estratégias relacionadas ao resultado de votos e às seções no exterior.

Grande parte das atas pendentes corresponde a votos de eleitores no exterior. As cerca de 300 mil cédulas que ainda precisam ser analisadas, que não foram oficialmente validadas pela Justiça eleitoral e, por isso, não entram no resultado final definitivo, provêm de consulados e de seções de votação fora do Peru.

Especialista contesta recurso

Em entrevista à rádio RPP, a advogada e especialista em direito eleitoral Silvia Guevara Pérez explicou que desde 2021, os peruanos no exterior formam um distrito eleitoral próprio com dois assentos no Congresso, o que reflete sua importância numérica e o vínculo que mantêm por meio de remessas e propriedades.


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