Quarteira desperta em Movimento: Caty Palibroda conduz ritual de Yoga ao nascer do sol – PLANETALGARVE

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

Quarteira, 14 de agosto de 2026 — Enquanto o dia ainda ensaiava os primeiros acordes, o Largo da Gaivota vestiu-se de silêncio e entrega para mais uma edição do Yoga Sunrise. A manhã nasceu sem pressa, como se o tempo tivesse combinado com o sol esperar por todos os que procuravam, antes de mais nada, um encontro com eles próprios.

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E foi assim, devagar, que dezenas de corpos foram ocupando o espaço, em respeito absoluto pelo momento. Não se ouviam conversas, apenas o som das ondas a cumprimentar a areia e o vento a passar como um sussurro. O cenário não era apenas bonito, era sagrado.

UMA VIAGEM POR DENTRO DO SILÊNCIO

À frente de tudo, a figura serena de Caty Palibroda, cuja presença parece carregar a calma do mar que a rodeia. Com uma condução que ultrapassa a técnica para tocar o sensível, Caty guiou os participantes, cada vez mais numerosos, por uma experiência que não se mede em horas, mas em respirações profundas e consciência plena.

Postura após postura, os corpos foram desatando nós invisíveis, as mentes aquietando o ruído do quotidiano e o silêncio transformou-se na verdadeira paisagem interior. Não houve esforço, houve entrega. Não houve competição, houve partilha silenciosa.

ENTRE O MAR, O CÉU E A LEVEZA DOS SENTIDOS

O palco natural da sessão repetiu-se em toda a sua glória: o Atlântico a perder-se no horizonte, o céu a colorir-se lentamente com tons rosados e dourados, a brisa a tocar a pele com a delicadeza de quem sabe que o essencial é invisível aos olhos.

Caty, com a sensibilidade que a distingue, ofereceu a cada praticante uma gota de óleo essencial de lavanda, um gesto simples, mas profundamente simbólico. Reconhecida pelas suas propriedades calmantes, sedativas e relaxantes, a lavanda envolveu o grupo numa bolha de serenidade, como se o ar à volta se tornasse mais leve, mais puro.

A experiência foi ainda enriquecida pelos sons profundos da tigela tibetana e pelos címbalos tibetanos (tingshas), cujas vibrações pareciam atravessar cada corpo, ressoando como um fio invisível a ligar os praticantes entre si e ao universo. Mais do que uma aula de yoga, foi uma orquestra de sentidos, um despertar simultâneo do corpo e da alma.

“YOGA SIGNIFICA UNIÃO”

Numa pausa entre posturas, Caty Palibroda deixou cair uma frase que pairou no ar como uma verdade absoluta:

“Yoga significa União. É a união de todos os elementos”.

E foi exatamente isso que se sentiu: a união do mar com a terra, do céu com o sol, dos cheiros com os sons, dos corpos com as respirações. Como se o Largo da Gaivota tivesse sido desenhado para aquilo, para ser palco de encontros silenciosos, de presenças plenas, de reconexões com o essencial.

VERÃO ATIVO 2026: O BEM-ESTAR COMO ESTILO DE VIDA

Esta manhã de yoga integra o programa Verão Ativo 2026, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Loulé com o apoio da Junta de Freguesia de Quarteira, que continua a afirmar-se como uma referência na oferta de bem-estar do concelho.

O Yoga Sunrise, com a sua simplicidade e profundidade, prova que o verão também se vive de dentro para fora e que a verdadeira estação do bem-estar não termina quando o sol se põe. Pelo contrário, renasce a cada manhã, a cada respiração, a cada encontro no Largo da Gaivota.

UMA AULA DE CADA VEZ, UMA RESPIRAÇÃO DE CADA VEZ

Quarteira continua a ser, neste agosto de 2026, um destino onde o sol nasce, a mente aquieta e a alma encontra o seu centro. E enquanto houver quem procure o silêncio antes do ruído do mundo, o Yoga Sunrise continuará a ser mais do que uma aula, será um ritual, um recomeço, uma promessa cumprida.

Onde o mar encontra o céu. Onde o corpo encontra a alma. Onde Quarteira encontra a paz.

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