Bom dia. Estamos na quarta-feira, 26 de agosto.
Cenários
A quarta-feira começa com novas quedas no preço do petróleo. Os contratos futuros com vencimento em setembro do petróleo do tipo Brent estão em queda de cerca de 3%, cotados a pouco menos de US$ 86 por barril. A nova baixa deve-se às notícias de que o Irã e o sultanato de Omã estão próximos de fechar um acordo para garantir o trânsito seguro de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz.
As nações do Golfo afirmaram em um comunicado conjunto na terça-feira (25) que seus respectivos ministros das Relações Exteriores discutiram uma “proposta de estrutura” para estabelecer “um corredor de navegação temporário conjunto pelo Estreito de Ormuz e um acordo para implementar um projeto conjunto de desminagem do Estreito”.
A declaração conjunta também observou que as “negociações técnicas” continuariam “com vistas a um acordo sobre um corredor de navegação permanente e a futura administração do Estreito, bem como um mecanismo para compartilhamento de informações, gestão de tráfego e prestação de serviços relevantes de navegação e segurança”.
Isso ocorre após a promessa do Secretário do Tesouro, Scott Bessent, na segunda-feira (24), de lançar um “Dia D econômico” contra o regime iraniano, ameaçando atingir os “facilitadores” e parceiros comerciais de Teerã em um esforço para estrangular sua economia. No entanto, os EUA até agora evitaram impor sanções secundárias significativas a outras nações — incluindo, notavelmente, empresas financeiras chinesas suspeitas de facilitar o comércio de petróleo do Irã.
Contribuindo para reduzir a pressão sobre os preços do petróleo, os EUA teriam começado a repatriar seus diplomatas para os países do Golfo – sugerindo que Washington não espera, no momento, uma escalada militar.
A agência de notícias russa RIA Novosti também noticiou, na noite de terça-feira, que os EUA e o Irã anunciariam um novo acordo de cessar-fogo nos próximos dias, citando fontes iranianas e paquistanesas, que incluiria a liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz. Essa informação não pôde ser verificada de forma independente.
Perspectivas
Os investidores estão atentos aos índices de inflação previstos para esta quarta-feira. Por aqui, o IPCA-15 de agosto, prévia da inflação oficial, pode mostrar uma deflação (queda de preços) de 0,30%. A queda será provocada pelo chamado Bônus de Itaipu, que reduziu os preços da eletricidade. Se confirmada, essa baixa pode fazer com que a inflação acumulada nos 12 meses até agosto recue para 4,34% ante os 4,52% acumulados nos 12 meses até julho, mandando a inflação para dentro da faixa de tolerância da meta.
Nos Estados Unidos, a expectativa é de uma leve desaceleração na inflação medida pelo índice Personal Consumption Expenditure (PCE), usado como indicador “oficial” pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. A mediana das expectativas é que a inflação em 12 meses até julho será de 3,6%, levemente abaixo dos 3,7% observados nos 12 meses até junho.
O PCE será divulgado em um momento delicado no mercado de títulos públicos americano. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA atingiram máximas em vários anos na semana passada, com a taxa do título de 30 anos chegando a níveis não vistos em quase 20 anos. A causa foi a incerteza provocada pelo fato de o Fed ter deixado de indicar movimentos futuros das taxas de juros, o que levou os investidores a inserir um prêmio de risco maior para comprar os títulos.
Enquanto os números não saem, os contratos futuros dos principais índices americanos estão praticamente estáveis, mas com leves baixas, no pré-mercado.
Indicadores
BRASIL
Inflação IPCA-15 (Ago)
Esperado: – 0,30%
Anterior: + 0,06%
Inflação IPCA-15 (12M)
Esperado: 4,34%
Anterior: 4,52%
ESTADOS UNIDOS
Personal Consumption Expenditure (Jul)
Esperado: + 0,1%
Anterior: – 0,1%
Personal Consumption Expenditure (12M)
Esperado: 3,6%
Anterior: 3,7%
Núcleo do Personal Consumption Expenditure (Jul)
Esperado: 0,2%
Anterior: 0,1%
Núcleo do Personal Consumption Expenditure (12M)
Esperado: 3,3%
Anterior: 3,3%
Produto Interno Bruto (2º tri)
Esperado: 1,5%
Anterior: 2,1%
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