Pré-candidato à Presidência defende IA e tecnologia

O engenheiro Mário Oliveira Filho anuncia pré-candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano e apresenta ao IT Forum os pontos de seu plano de governo voltados à tecnologia. Ele tem trajetória em projetos industriais e de infraestrutura no Brasil e no exterior.

A proposta integra um documento mais amplo, batizado de “diretrizes para a reengenharia institucional, política, econômica e social do Brasil”, que reúne sete eixos que ele considera estruturais para o desenvolvimento do País. Entre eles estão a reindustrialização baseada em inovação tecnológica, o desenvolvimento da indústria de defesa e o avanço da educação, ciência e tecnologia.

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No campo tecnológico, o plano cita o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e das tecnologias digitais como motores do avanço da produtividade nacional. Em entrevista ao IT Forum, Oliveira Filho detalha parte dessa visão: “Meu plano é fazer o Brasil fortalecer seus processos de desenvolvimento tecnológico com mais transparência e participação conjunta de todos que estão ligados a esse processo.”

O pré-candidato também defende a aproximação entre setores como condição para acelerar a inovação no País: “A integração entre governo, empresas privadas de tecnologia e academia é fundamental para acelerar a inovação e construir soluções mais sólidas para o país.”

Para ele, a digitalização da economia deve ser prioridade em uma eventual gestão federal. “A digitalização e a transferência de tecnologia devem liderar a estratégia para o Brasil. É preciso ampliar a colaboração com as empresas de tecnologia”, afirma.

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Tecnologia atrelada à educação

A proposta associa a agenda tecnológica à educação, com a meta de colocar cinco universidades brasileiras entre as 100 melhores do mundo e de priorizar o ensino técnico e profissionalizante. “Um dos principais investimentos que busco fazer é no desenvolvimento de talentos para tecnologia, dando melhores condições para os profissionais atuais e futuros”, diz.

O documento não indica em qual ranking a meta se apoia. Nas três listas internacionais mais citadas, nenhuma universidade brasileira figura hoje entre as 100 melhores. No QS World University Rankings 2027, divulgado em 17 de junho, a USP é a mais bem classificada do País, na 133ª posição, seguida pela Unicamp (277ª) e pela UFRJ (367ª). No THE World University Rankings 2026, a USP aparece na faixa de 201 a 250. No Global 2000, do Center for World University Rankings (CWUR), publicado em 1º de junho, ocupa a 119ª colocação.

Segundo Oliveira Filho, o plano prevê o ensino de tecnologia ainda na escola, para formar profissionais desde cedo e ligar a digitalização do País ao investimento acadêmico.

Outro ponto do plano é a reindustrialização apoiada em inovação tecnológica, associada ao fortalecimento de setores como energia, infraestrutura e indústria de defesa. Oliveira Filho afirma ter atuado nessas áreas ao longo da carreira, em projetos com empresas como BP, Bechtel e Mannesmann.

Dessa experiência ele extrai o argumento central da pré-candidatura: “Passei décadas trabalhando na implantação de projetos industriais e de infraestrutura no Brasil e no exterior. Aprendi que desenvolvimento não acontece apenas por boas ideias, mas pela capacidade de transformar decisões em obras, investimentos e oportunidades reais para a população.”

O plano de disciplina fiscal prevê corte de até 20% das despesas do governo e a adoção do orçamento base zero. Nem o documento nem a entrevista detalham como esse corte afetaria os investimentos públicos em tecnologia e inovação.

Oliveira Filho aguarda a aprovação do PSDB para oficializar a candidatura pelo partido.

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