Desde então, tornou-se, segundo a própria associação, o único grupo africano a competir internacionalmente neste circuito, um percurso que já rendeu resultados concretos: o primeiro lugar do ranking mundial em duas categorias, conquistado em 2018, na Polónia, além de distinções nacionais como o Prémio Nacional de Direitos Humanos, em 2011, o Prémio Solidariedade e Voluntariado na Gala Somos Cabo Verde, em 2016, o Prémio Nacional do Desporto, em 2017, e as medalhas de Mérito atribuídas pelo Presidente da República em 2016 e 2019.
Ao longo dos seus 16 anos de existência, a Mon na Roda já realizou nove galas internacionais, seis em Cabo Verde, duas no Luxemburgo e uma na Suíça, com a participação de bailarinos do Brasil, da Holanda, da Bélgica, de Portugal, da Polónia e do México. A mais recente aconteceu a 17 de julho deste ano, no Luxemburgo. É este percurso que a CBDCR reconhece na carta de convite assinada por José Guilherme de Andrade Almeida, 2º secretário da confederação, na qual descreve o trabalho do grupo como “pioneiro em Cabo Verde” e sublinha a sua “relevância artística, social e humana”.
Em Cascavel, a Mon na Roda vai ser representada por Miriam Medina, como professora e técnica de dança em cadeira de rodas e pelo bailarino e atleta Declanisângelo Gonçalves. No Brasil, o grupo vai além de competir, prepara-se também para ensinar funaná aos bailarinos brasileiros que participam no festival, levando a dança tradicional cabo-verdiana para dentro de um dos maiores encontros internacionais de dança inclusiva. É essa dupla função, de competir e também de exportar cultura, que torna a presença do grupo em Cascavel particularmente significativa, e que torna a possibilidade de ficarem de fora ainda mais difícil de aceitar.
A viagem de um dos dois já está garantida mas falta assegurar a passagem do segundo, orçada em 1.800 euros, dentro de um prazo que já não deixa margem para grandes atrasos. A forma mais direta e imediata de ajudar é contatar diretamente a associação, através das suas redes sociais.
Questionada pela BANTUMEN, a associação indicou já ter contatado a Embaixada de Cabo Verde no Brasil e o Consulado de Cabo Verde em São Paulo a pedir apoio institucional para garantir a passagem em falta, mas até ao momento não obteve resposta de nenhuma das duas entidades. Fica, por isso, também em aberto se o apoio vai chegar a tempo por essa via, ou se a solução terá de vir de quem decidir ajudar diretamente.
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