O Peru se juntará à coalizão “Escudo das Américas”, liderada pelos Estados Unidos contra os cartéis de drogas, disse a presidente Keiko Fujimori nesta quinta-feira, após conversas com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Lima. O movimento deve estreitar os laços de segurança da presidente recém-empossada com Washington no início de seu governo.
O Ministério das Relações Exteriores do Peru já havia sinalizado a medida nos últimos meses como parte de um esforço mais amplo para reforçar a segurança nas fronteiras e a coordenação no combate ao crime transnacional.
Fujimori disse a jornalistas que a participação do Peru na coalizão ajudará a acelerar o compartilhamento de informações de inteligência e a fortalecer ações conjuntas contra grupos criminosos que atuam além das fronteiras nacionais.
Rubio saudou a decisão e disse que a iniciativa tem como objetivo “proteger a região” de organizações que ameaçam a soberania de países de todo o hemisfério, segundo declarações feitas durante a aparição conjunta.
A visita de Rubio, a de mais alto nível de uma autoridade americana ao Peru desde que o presidente Donald Trump retornou ao poder, ocorre em um momento em que Washington busca estreitar os laços comerciais e de segurança com governos conservadores da América Latina e, ao mesmo tempo, conter a influência da China nos setores de mineração e infraestrutura.
O Peru é o terceiro maior produtor mundial de cobre, o que confere peso estratégico adicional à relação para os dois governos.
Os dois países já deram passos para aprofundar os laços na área de defesa. Em janeiro, os Estados Unidos designaram o Peru como aliado importante extra-Otan, e o Departamento de Estado aprovou uma possível venda militar ao país, no valor de US$ 1,5 bilhão, para trabalhos de projeto e construção na base naval de Callao, principal centro naval peruano, próximo a Lima.
A passagem pelo Peru encerrou a viagem de Rubio por três países da América do Sul nesta semana, após visitas à Colômbia e ao Equador, com foco no combate ao narcotráfico, na migração e no comércio.
Em Lima, autoridades também discutiram o apoio dos EUA aos preparativos do Peru para uma possível emergência provocada pelo El Niño, disse Fujimori.
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