Percebemos ameaças na América do Sul, diz comandante do Exército

General Tomás Paiva afirma que a Força precisa “empregar cada vez mais tecnologia” para proteger as fronteiras

O comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva, disse nesta 4ª feira (27.mai.2026) que há “percepção de ameaça na América do Sul”. A declaração foi feita durante o último dia do Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre, em Brasília (DF). No evento, empresas apresentaram tecnologias ao Alto Comando da Força.

“No passado, não tínhamos nenhuma ameaça na América do Sul. Hoje temos uma percepção de ameaça, incluindo nossa atuação constitucional e legal de auxiliar os Poderes da República na faixa de fronteira que é uma preocupação enorme, muito vasta. Temos que estar olhando para ela”, declarou.

Assista ao vídeo (1min14s):

Segundo o general, é preciso “empregar cada vez mais tecnologia” para mitigar o problema.

Ao todo, 7 empresas apresentaram no evento drones e tecnologias terrestres de diferentes tipos: de ataque, bombardeio e vigilância.

PROJETO DE TRANSFORMAÇÃO

O evento, realizado com base na Política de Transformação do Exército Brasileiro, busca tornar a Força mais ágil, integrada, adaptável e tecnologicamente preparada para os desafios geopolíticos atuais e os conflitos armados em diferentes partes do mundo. Leia a íntegra (PDF – 222 kB).

A política envolve 4 eixos:

  • desenho institucional – inclui organização, articulação e estruturação;
  • capacidades – visa a sistematizar a governança das capacidades militares terrestres e acelerar o processo de incorporação das tecnologias;
  • doutrina – tem como objetivo aprimorar o processo de concepção do quadro de organização do Exército;
  • pessoal – desenvolver a mentalidade sobre a importância da transformação para o êxito nas operações.

A justificativa do Exército para implementar uma política de transformação indica que há “uma tendência consistente de aumento dos investimentos em defesa”, o que torna “imperativo que o Brasil acompanhe tal movimento, sob pena de ampliar vulnerabilidades estratégicas, dificultando a consecução dos objetivos nacionais de Defesa”.


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