A vitória de Abelardo de la Espriella na eleição presidencial colombiana consolida a forte onda de novos governos de direita na América do Sul.
Considerando a muito provável confirmação da vitória de Keiko Fujimori no Peru, 7 dos 12 países da região passam a ser governados pela direita. Isso, do ponto de vista ideológico.
Do ponto de vista geopolítico, o alinhamento da Venezuela coloca 8 países sob a órbita de influência direta dos Estados Unidos. Isso se torna ainda mais contundente porque um dos principais temas das eleições na região têm sido os problemas de segurança pública.
Esse é também o principal ângulo da projeção do governo de Donald Trump sobre as Américas, evidenciado em dois documentos: as Estratégias de Defesa e de Segurança publicadas no segundo semestre do ano passado. Elas preveem o deslocamento dos recursos militares e das atenções geopolíticas para a região.
A principal expressão política dessa estratégia é a designação de grupos do crime organizado como terroristas, para justificar a militarização da projeção de poder sobre a região. E os candidatos de direita que têm ganhado as eleições aderem a essa tese.
Veja no mapa interativo abaixo como ficará a distribuição:
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