Papa Leão XIV pede libertação imediata de reféns após massacre em Kenscoff no Haiti

O Papa Leão XIV pediu neste domingo (30) a libertação imediata de pessoas feitas reféns durante um massacre em Kenscoff, no Haiti. Após a oração do Angelus, em Castel Gandolfo, o pontífice também cobrou medidas das autoridades para garantir a segurança da população e fez orações pelas vítimas das fortes inundações registradas no Nepal e no Tibete.

Ao falar sobre a situação no Haiti, Leão XIV afirmou ter recebido relatos sobre o episódio, que deixou mortos e pessoas sequestradas. “Relatos trágicos estão surgindo do Haiti sobre o horrível massacre realizado em Kenscoff, no qual numerosas pessoas perderam suas vidas e outras foram feitas reféns”, disse o Papa Leão. “Expresso minha proximidade espiritual às vítimas e suas famílias, e peço a libertação imediata de todos os reféns.”

Foto: Reprodução/ Vatican News

Papa Leão XIV

O pontífice também direcionou um apelo às autoridades responsáveis pela segurança no país. “Faço um apelo sincero a todos aqueles em posições de autoridade para que tomem medidas concretas a fim de garantir a segurança da população e pôr fim a todas as formas de violência”, acrescentou.

Orações pelas vítimas das enchentes

Durante a mensagem, Leão XIV também renovou as orações pelas pessoas atingidas pelas inundações no Nepal e no Tibete. O papa citou as vítimas fatais, os feridos, desaparecidos, familiares e equipes de resgate.

“Rezemos por aqueles que perderam suas vidas, pelos feridos, pelos desaparecidos, pelas famílias e pelos socorristas”, disse. “Que a preocupação de todos ajude a aliviar o sofrimento e forneça a ajuda necessária às pessoas afetadas.”

Em seguida, o pontífice ampliou o pedido pela paz e recordou Santo Agostinho, cuja festa foi celebrada pela Igreja na última quinta-feira (28).

“Continuemos a rezar pela paz”, disse. “Santo Agostinho, cuja festa celebramos há alguns dias, disse que a paz ‘é como o pão milagroso multiplicado nas mãos dos discípulos enquanto o partiam e distribuíam’.”

Leão XIV defendeu ainda que mais pessoas atuem para promover a paz e superar conflitos. “Que haja um aumento no mundo daqueles que corajosamente partem e compartilham o pão da paz, superando divisões, promovendo justiça e praticando o perdão para o bem de todos”, afirmou.

Dia de Oração pelo Cuidado da Criação

O papa também lembrou que o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação será celebrado na terça-feira (1º), dando início à Temporada Ecumênica da Criação. Neste ano, o tema escolhido é “Água Viva”.

“Convido a todos a se unirem em oração e ação, para que possamos nos tornar canais da água viva da paz de Deus, refrescando nosso mundo ferido”, declarou.

Reflexão sobre os caminhos de Deus

Antes do Angelus, Leão XIV refletiu sobre uma passagem do Evangelho em que Jesus anuncia aos discípulos sua Paixão. Segundo o relato, Pedro rejeita inicialmente a ideia de que Cristo teria de ir a Jerusalém, sofrer, morrer e ressuscitar no terceiro dia.

O pontífice destacou que Pedro havia reconhecido pouco antes Jesus como “o Messias, o Filho do Deus vivo”, mas ficou surpreso diante do anúncio sobre o sofrimento que viria.

Para Leão XIV, a reação de Pedro representou “uma explosão de zelo, certamente motivada por amor sincero, e ainda assim nos dá algo a considerar”.

O papa afirmou que os fiéis também podem ter dificuldade para compreender os caminhos de Deus, especialmente quando eles não correspondem às expectativas humanas. “Para nós também, de fato, nem sempre é fácil entender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando eles estão muito distantes dos nossos”, disse o papa. “Então surge a tentação — contra todo o raciocínio da fé — de pensar que o Senhor é quem está errado, ou pior ainda, que ele não está nos ouvindo ou não está preocupado conosco.”


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