Por causa de Textor.
Não é uma relação imediata de causa e efeito, mas é por causa do que Textor causou de prejuízo na cultura e no analfabetismo do futebol do Brasil.
Os clubes de outros países da América do Sul inflacionaram o mercado e passaram a cobrar preços à vista, porque o Botafogo pagava muito — Flamengo e Palmeiras também — e porque Textor dava calote. À vista, não haveria risco.
O Fluminense tinha política de não contratação entre 2020 e 2022 —comprou apenas o lateral Guga e o atacante Keno, em 2023, e ganhou a Libertadores. Correu risco de rebaixamento em 2024 e, por isso, comprou Bernal e Serna. A torcida cobrou centroavante, porque os rivais tinham, e o Fluminense ouviu que só poderia pagar à vista por bons jogadores na casa dos US$ 5 milhões.
Preferiu pagar US$ 10 milhões por Rodrigo Castillo, carrasco do Flamengo, em quatro parcelas anuais de US$ 2,5 milhões. Se não virar SAF, no ano que vem, não vai contratar. Fechará cofres e torneiras, como fazia até 2022.
O Corinthians, não. Contratou Memphis na esteira John Textor, precisava concorrer com quem concorria com o Botafogo — e com os corintianos, ganhou três títulos após seis anos de seca, desafiou o Palmeiras, a quem eliminou na Copa do Brasil, e o Flamengo, de quem ganhou na Supercopa.
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