Rock in Rio Brasil, dia 2: todos ao ‘mosh’ e fé em Sepultura, MGK, Bring Me The Horizon e Avenged Sevenfold
Depois de um primeiro dia marcado pela energia dos Foo Fighters, o Rock in Rio Brasil 2026 regressou este sábado, 5 de setembro, à Cidade do Rock ainda com mais intensidade.
O segundo dia do festival contou com um alinhamento pesado, com o rock e o metal a dominarem os principais palcos e a mobilizarem fãs que chegaram ao recinto preparados para uma longa noite de concertos.
Apesar da chuva, os festivaleiros não desanimaram e mostraram toda a sua energia ao longo dos vários concertos. O mosh tornou-se uma espécie de linguagem comum ao longo do dia: rodas que se abriam no meio da multidão, empurrões, saltos e braços no ar, num movimento coletivo que acompanhou os momentos de maior intensidade dos concertos.
O espírito do dia estava também visível na própria plateia. A grande maioria dos festivaleiros chegou vestida de preto, com t-shirts de bandas de diferentes gerações e estilos. Havia camisolas dos Sepultura, Iron Maiden, Metallica, Slipknot ou Black Sabbath, entre muitas outras, lado a lado com os nomes que faziam parte do cartaz do segundo dia.
A expectativa em torno dos vários nomes do cartaz era evidente e, à medida que a tarde avançava, a Cidade do Rock foi ganhando cada vez mais movimento. Houve quem chegasse para ver os históricos Sepultura, quem aguardasse pelo espetáculo de Machine Gun Kelly ou Bring Me The Horizon e quem tivesse guardado forças para a atuação dos Avenged Sevenfold, responsáveis por fechar o Palco Mundo.
O segundo dia começou no Palco Mundo com os Sepultura, que também passaram pela edição de 2026 do Rock in Rio Lisboa com a sua digressão de despedida, “”Celebrating Life Through Death”. A banda brasileira levou ao festival o peso de uma carreira construída ao longo de décadas e encontrou uma plateia particularmente entusiasmada para aquele que era um dos primeiros grandes momentos do dia.
Depois do pôr do sol, foi a vez de MGK. A passagem do músico pelo Palco Mundo trouxe uma energia diferente à programação, antes de Bring Me The Horizon assumirem o palco, já às 21h20. A banda britânica era um dos nomes mais aguardados da noite e manteve a intensidade no recinto até à chegada dos cabeças de cartaz.
Pouco depois da meia-noite, os Avenged Sevenfold entraram em cena para encerrar o Palco Mundo. A banda norte-americana, que regressou ao festival depois da participação em 2024, teve a seu cargo o concerto que fechou o segundo dia.
Já no Palco Sunset, a programação começou com Malvada, que convidou Day Limns para uma atuação conjunta. Seguiu-se Black Pantera com Nervosa, num encontro que juntou duas referências do metal brasileiro. Mais tarde, Poppy levou ao palco a sua mistura de diferentes sonoridades, antes de Bad Omens encerrar a programação do Sunset, às 22h50.
Também os restantes espaços da Cidade do Rock contribuíram para a diversidade da noite. No Global Village, passaram nomes como Rhegia, Noturnall + Russell Allen e Korzus, prolongando a presença do metal e do rock pesado para além dos dois palcos principais.
Se o primeiro dia teve nos Foo Fighters o grande momento de união do público, o segundo apresentou uma identidade mais pesada e uma sucessão de concertos pensada para os fãs de rock e metal. Sepultura, MGK, Bring Me The Horizon, Bad Omens e Avenged Sevenfold deram o tom a um dia longo e intenso.
Crédito: Link de origem