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O Vente Venezuela (VV), liderado pela opositora María Corina Machado, denunciou a detenção de mais um colaborador do partido, elevando para dois o número de dirigentes detidos pelas autoridades venezuelanas numa semana.
Segundo o departamento de Direitos Humanos do partido, Yoel Sucre foi detido na sexta-feira por elementos da Guarda Nacional Bolivariana num posto de controlo localizado em Bruzual, na fronteira entre os estados de Apure e Barinas.
O partido explicou que, após algumas horas, o dirigente foi transferido para uma instalação da Guarda Nacional em Mantecal, no estado de Apure, onde permanece algemado.
Segundo o Vente Venezuela, Yoel Sucre deverá ser presente a tribunal acusado de terrorismo e incitação ao ódio.
O partido afirma ainda que o colaborador tinha regressado recentemente à Venezuela depois de ter sido perseguido em 2025 no contexto pós-eleitoral.
De acordo com o VV, Sucre deslocou-se há poucos dias aos tribunais de Barinas para solicitar amnistia, tendo sido informado de que o processo contra si estava arquivado e que não existia qualquer mandado de captura.
“Alertamos a comunidade internacional para este novo caso de perseguição registado contra a nossa liderança nos últimos dias”, declarou o partido, exigindo a libertação imediata do dirigente.
A nova detenção surge poucos dias depois de o Vente Venezuela ter denunciado a captura de Ángel León, coordenador do partido no Distrito Capital.
Segundo a oposição, Ángel León foi detido a 17 de maio quando regressava da vizinha Colômbia por via terrestre.
O partido afirma que o dirigente foi intercetado num posto de controlo rodoviário na estrada entre Táchira e Barinas, juntamente com um taxista que o acompanhava.
O Vente Venezuela denunciou ainda que ambos ficaram sem documentos e telemóveis após a detenção.
A situação política na Venezuela continua marcada por denúncias de perseguição contra opositores e ativistas.
Segundo a organização não-governamental Justiça, Encontro e Perdão, existiam em 19 de maio um total de 654 presos políticos no país, incluindo 84 mulheres e 570 homens.
A organização identificou ainda 26 cidadãos estrangeiros entre os detidos, bem como 29 venezuelanos com dupla nacionalidade.
Entre os estrangeiros encontram-se cinco portugueses detidos pelas autoridades venezuelanas, cujos nomes foram entregues às autoridades locais durante visitas recentes do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e do líder socialista José Luís Carneiro.
Durante essas deslocações à Venezuela, ambos apelaram à libertação dos cidadãos portugueses considerados presos políticos.
Segundo informações divulgadas anteriormente, um dos seis portugueses inicialmente detidos já foi libertado.
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