Mundial 2026: Arábia Saudita-Uruguai, 1-1 (crónica)

Quatro anos depois, quase houve novo escândalo para os sul-americanos…

O Uruguai entrou a passo e quase comprometeu a estreia neste Mundial 2026. Valeram as indicações de Bielsa ao intervalo e uma fome que caracteriza o futebol sul-americano para resgatar um ponto que deixa tudo empatado no Grupo H. 

RECORDE AQUI O FILME DESTE ENCONTRO.

Maxi Araújo foi titular no ataque «celeste» e bem ao seu estilo apareceu em bom plano nos minutos iniciais do encontro. Nota para o remate à entrada da área que obrigou o guarda-redes a ir ao relvado evitar um golo madrugador do Uruguai.

Encostado ao corredor direito, Valverde não conseguiu dar o contributo que certamente gostaria à equipa e isso fez-se notar, sobretudo na manobra ofensiva. Num bloco baixo, a formação saudita não se importava de não ter bola e foi tentando forçar erros no adversário.

Ao contrário do que se podia perspetivar, as duas equipas adormeceram ao fim de poucos minutos e a Arábia Saudita conseguiu crescer após a pausa para hidratação. Muslera começou a aparecer em bom plano, mas teve algumas culpas no lance que acabou por dar o 1-0 aos sauditas.

Tudo começou num pontapé de canto. O guardião de 40 anos respondeu prontamente a um primeiro cabeceamento, só que a recarga veio de rompante e Al Amri levantou os braços para festejar o golo. Avisos não faltavam para a qualidade e pragmatismo desta formação asiática, que há quatro anos já tinha chocado o mundo ao derrotar a Argentina (que viria a levantar o caneco) na fase de grupos.

O recolher aos balneários trouxe uma oportunidade de ouro para Marcelo Bielsa mudar o que estava errado e foi isso que o experiente treinador fez. Além das duas alterações, soltou a criatividade de Federico Valverde, mas a isso juntou-se uma entrada destemida do conjunto sul-americano. 

Ugarte deu voz (e um estrondo) ao ataque Uruguai, que a meio do segundo tempo ficou muito perto do empate. Só o poste evitou o que seria um golaço do ex-Sporting, num lance que é de levar as mãos à cabeça. Certo é que a Arábia Saudita nunca conseguiu contrariar o ímpeto «celeste» e o golo chegou com alguma naturalidade. Federico Viñas apareceu dentro da área e cabeceou para uma bela defesa de Al Owais, mas a bola sobrou para o pé esquerdo de Maxi Araújo e deu em golo.

Parece que estava a adivinhar o que se seguiu, já que no festejo correu para o banco de suplentes e lá ficou. Bielsa nem deu tempo ao jogador dos leões para festejar e substituiu-o prontamente. Mais galvanizados do que nunca, os uruguaios foram para cima do adversário e tiveram diversas oportunidades para completarem a reviravolta no marcador, ainda que sem sucesso.

Sete minutos de compensação pareceram uma eternidade para os adeptos sauditas, que viram a equipa sofrer (e de que maneira) para se agarrar a um ponto que não coloca qualquer seleção no topo do grupo. Que venha a próxima jornada, isto promete ser interessante.

A FIGURA: Al Owais

Segunda-feira foi mesmo dia dos guarda-redes. Depois da exibição histórica de Vozinha, o guardião saudita não lhe quis ficar atrás e evitou de todas as formas e feitios que os comandados de Marcelo Bielsa chegassem à vitória no encontro. O segundo tempo foi um autêntico amasso em termos ofensivos, mas entre os postes esteve um (quase) intransponível Al Owais.

O MOMENTO: Maxi Araújo marca… e vai para o banco

A cabeça de um treinador é difícil de decifrar, isso não deixa qualquer dúvida. Agora, um jogador marcar um golo e ser substituído logo de seguida é algo que raramente se vê no futebol. A verdade é que Bielsa achou por bem retirar Maxi Araújo do jogo e a entrada de Brian Rodríguez trouxe maior largura ao ataque uruguaio. Faltou apenas aparecer o herói do 2-1, quem sabe se não estava destinado a ser o ala do Sporting. Fica a dúvida no ar.


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