“A 03 de agosto de 2026, registávamos 40 pessoas com nacionalidade estrangeira privadas de liberdade por motivos políticos na Venezuela”, afirmou a FP na sua conta da X.
Na mesma rede social a FP diz ainda exigir “que sejam imediatamente libertados e o pleno respeito pelos seus direitos humanos”.
“Chega de usar os presos políticos estrangeiros como moeda de troca”, sublinha.
Segundo a ONG, o maior número de estrangeiros detidos é de cidadãos da vizinha Colômbia (11) e o mesmo número de de cidadãos com dupla nacionalidade colombiana e venezuelana.
Entre os cidadãos com dupla nacionalidade, segundo a FP, e sem precisar se são do sexo masculino ou feminino, estão também detidos cinco cidadãos hispano-venezuelanos, cinco italo-venezuelanos, um luso-venezuelano, um chileno-venezuelano, e um cipriota-venezuelano, além de cidadãos da Argentina, Cuba, Guiana, Líbano, e de Trindade e Tobago.
Segundo informação obtida pela Lusa junto a fontes da comunidade lusófona local, na Venezuela estão detidos pelo menos três cidadãos portugueses e lusodescendentes por razões políticas.
Em abril, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, disse à Lusa, que Manuel Menezes, um dos quatro presos de nacionalidade portuguesa que estavam presos na Venezuela, passou a regime de prisão domiciliária deixando de estar em estabelecimento prisional.
A mesma fonte indicou que a embaixada portuguesa em Caracas tem estado a acompanhar de perto esta situação, continuando a trabalhar para a libertação de todos os portugueses presos por razões políticas.
Segundo o Fórum Penal em 03 de agosto de 2026 estavam detidas 382 pessoas por motivos políticos na Venezuela, 356 homens e 26 mulheres. Do total de detidos, 222 são civis e 160 militares, todos adultos.
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