Começou a fazer jejum intermitente para perder peso? Embora pareça uma peça fundamental na dieta, esta técnica poucos resultados poderá ter se não tiver uma alimentação cuidada.
Ainda assim, o jejum intermitente pode ter um papel mais amplo na saúde. O médico Sohaib Imtiaz do Very Well Health adianta que os efeitos podem chegar a abranger a saúde cerebral.
O que é que acontece ao corpo quando faz jejum intermitente?
Associada a uma janela de restrição alimentar, esta estratégia de jejum pode levar qualquer um a adotar o período deseja ficar sem ingerir qualquer tipo de alimento – o que resulta numa ingestão menor de calorias.
Como consequência, Sohaib Imtiaz identifica um melhor controlo dos níveis de açúcar no sangue, o que pode, por isso, levar a “um melhor controlo da glicose e auxiliar a perda de peso”.
O jejum intermitente pode levar a um envelhecimento cerebral ou a um melhor desempenho deste órgão do sistema nervoso?
Para compreender os efeitos do jejum intermitente no cérebro, este especialista relaciona tanto o controlo dos níveis de açúcar quanto a perda de peso e esclarece que quando ambas são combinadas podem resultar numa menor inflamação no cérebro, isto é, uma menor “neuroinflamação”.
Sohaib Imtiaz explica que a sensibilidade à insulina pode melhorar significativamente durante esse período de dieta, visto que não come snacks aleatórios e assim, “o pâncreas não tem de libertar insulina com tanta frequência”.
Sendo a “resistência à insulina um dos fatores que impulsionam o envelhecimento cerebral, então melhorar a sensibilidade à insulina pode desacelerá-la”, explica.
Ainda assim, este profissional de saúde garante que esta é só uma peça do puzzle. Para garantir melhorias significativas, o especialista refere que precisa de adotar um estilo de vida saudável a outros níveis, desde a inclusão da prática desportiva à adoção de uma dieta equilibrada, dado que o jejum por si só, nem sempre reflete exatamente isso.
De que forma é que a dieta pode impactar mais a saúde cerebral?
Para reforçar a proteção do cérebro, este especialista faz referência a tipos de dietas que deve privilegiar, como a dieta Mediterrânica, MIND e DASH, que “têm evidências mais consistentes na associação com uma menor deterioração cognitiva e ainda um menor risco de Alzheimer”.
A par disso, faz referência a alimentos que podem ser essenciais nesse processo: Frutas, legumes, peixes, azeite e alimentos ricos em antioxidantes e polifenóis. Apela ainda à redução do consumo de alimentos com açúcares adicionados e alimentos processados.
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