A selecção cabo-verdiana de futebol feminino defronta, neste domingo, 02 de Agosto, o Mali, num jogo a contar para a segunda jornada do Grupo D.
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Do nosso enviado especial a Casablanca,
Após a derrota por 2-0 frente ao Gana, na primeira jornada, a selecção cabo-verdiana terá de reagir para manter viva a possibilidade de chegar à fase seguinte da competição.
Inserido no Grupo D, Cabo Verde vai defrontar o Mali na segunda jornada deste Campeonato Africano das Nações (CAN) de futebol feminino.
Para chegar à fase final da prova, as cabo-verdianas eliminaram, na primeira eliminatória, a Guiné-Conacri por 6-3, no conjunto das duas mãos, e, na segunda ronda, afastaram precisamente o Mali por 4-3, igualmente no conjunto das duas mãos.
No entanto, a Confederação Africana de Futebol decidiu aumentar de 12 para 16 o número de selecções apuradas para o CAN de 2026, tendo repescado, entre outras equipas, o Mali.
A RFI falou com Natasha “Sasha” Wahnon, de 28 anos, que representou o JuveForce, de Portugal, na temporada 2025/2026.
Para Natasha Wahnon, atacante cabo-verdiana de 28 anos, voltar a defrontar o Mali pode até ser um aspecto positivo. Antes, porém, comentou a derrota por 2-0 frente ao Gana, na jornada inaugural.
RFI: Que balanço faz da estreia de Cabo Verde frente ao Gana?
Natasha “Sasha” Wahnon: Vamos ter de nos focar no próximo jogo, porque o encontro com o Gana já passou. Agora é corrigir os aspectos que não correram tão bem e continuar a fazer aquilo que fizemos melhor.
A que atribui o desfecho desse primeiro encontro?
Como a treinadora disse, pode ter havido algum nervosismo, por ser o nosso primeiro jogo num CAN. Esse deve ter sido um dos factores. Acho que a equipa correspondeu bem àquilo que a treinadora pretendia. Falhámos em alguns aspectos e acabámos por sofrer dois golos devido a erros nossos. Agora temos de corrigir isso, focar-nos no próximo jogo e fazer melhor.
O resultado acabou por ser mais pesado do que aquilo que se viu em campo?
Exactamente. Para mim, esse resultado talvez não reflicta o que fizemos. Podíamos ter saído de lá com um empate ou até com uma vitória. Também criámos oportunidades, mas tivemos aquelas infelicidades.
Como tem vivido esta primeira participação num Campeonato Africano das Nações?
A experiência está a ser incrível. Já esperávamos que fosse especial, mas não imaginava que fosse tão boa. É o maior palco do futebol africano e não podia ser diferente.
Segue-se agora o Mali, uma selecção que Cabo Verde já derrotou na fase de qualificação. O que espera desse jogo?
É uma equipa que já conhecemos. Defrontámo-las na qualificação e conseguimos vencer. Vamos entrar com a mesma atitude desse jogo. Sabemos que vai ser um encontro difícil, porque ambas as equipas querem pontuar, mas vamos dar o máximo para conquistar a vitória.
O facto de voltarem a defrontar uma equipa que já conhecem pode ser uma vantagem?
Acho que sim. É uma equipa que já conhecemos, sabemos mais ou menos como joga e quais são as suas características. Isso pode ser um ponto positivo para nós.
Que impacto pode ter esta experiência no seu percurso como jogadora?
Acho que, para todas as jogadoras, o primeiro objectivo é sempre o colectivo. Mas isso não significa que deixemos de querer crescer individualmente. O importante é ajudar a equipa e, quem sabe, dar mais um passo na carreira.
Natasha Wahnon, atacante cabo-verdiana 31-07-2026
Natasha “Sasha” Wahnon feliz por reencontrar equipa do Mali
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