Mudança de estilo de vida exige consciência, orientação e constância, alerta nutróloga | De Olho na Cidade – Programa De Olho na Cidade notícias de Feira de Santana – Bahia
Dra. Aline Jardim destaca erros comuns, riscos de modismos e a importância da massa muscular para a saúde

A construção de um novo estilo de vida vai muito além de dietas restritivas ou soluções rápidas. Em entrevista ao quadro Saúde em Pauta, a médica nutróloga Aline Jardim explicou que o primeiro passo para a mudança começa de dentro para fora: reconhecer que algo precisa ser transformado.
“Primeiramente, nós precisamos querer essa mudança de estilo de vida. Precisamos sentir a necessidade de melhorar algo, porque tem alguma coisa que não está bem”, afirmou. Segundo ela, muitas vezes o alerta vem por meio do excesso de peso, da alimentação inadequada ou até do diagnóstico de uma doença. “É fundamental focarmos na mudança de estilo de vida do que exatamente na doença propriamente dita”, completou.
A nutróloga chamou atenção para um erro recorrente: tentar mudar hábitos sem acompanhamento profissional.
“As pessoas erram porque tentam sozinhas. Acham que comer alimentos saudáveis já é suficiente, mas não sabem como organizar isso no dia a dia”, explicou.
Ela exemplificou que até escolhas consideradas saudáveis podem ser prejudiciais dependendo da forma como são consumidas.
“Se você começa o dia só com frutas, sem proteína e fibra, isso vira açúcar no organismo, aumenta a insulina e pode ser inflamatório”, alertou.
A médica destacou que a nutrologia oferece um olhar mais amplo sobre o paciente, indo além da alimentação.
“Nós avaliamos a composição corporal, especialmente a massa muscular, que hoje é considerada um órgão endócrino essencial para o gasto calórico”, disse.
Segundo ela, cerca de 70% das calorias são queimadas em repouso, e não apenas durante a atividade física. “Se não tem músculo, não tem queima de caloria”, reforçou.
Além disso, fatores como sono, funcionamento intestinal e absorção de nutrientes também são determinantes.
“Não adianta só ir à academia. É preciso ajustar alimentação, sono e até possíveis carências nutricionais”, explicou, destacando que reposições de vitaminas devem ser feitas com acompanhamento médico.
Outro ponto abordado foi o perigo dos modismos, tanto dietas populares quanto o uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento.
“Dieta da lua, do abacaxi, chás milagrosos, tudo isso exige cuidado. E agora temos o modismo de medicamentos como o mounjaro”, disse.
A nutróloga alertou para os riscos do uso sem orientação: “A pessoa perde o apetite e pode deixar de consumir proteína, o que leva à perda de massa muscular. Isso pode gerar uma nova doença, a sarcopenia”.
Ela também destacou o chamado “efeito rebote”: “Se parar a medicação sem mudar o estilo de vida, o peso volta rapidamente”.
Para quem deseja iniciar essa transformação, a orientação é simples e prática: começar pela alimentação.
“Observe se você está consumindo proteína em todas as refeições. Comece o dia com ovos, frango, atum ou outras fontes proteicas”, recomendou.
Ela reforça que a mudança deve ser construída gradualmente. “Não é algo imediato, é um processo. Mas quando você começa a ver resultado, isso se torna motivador”.
A médica também destacou que os conteúdos da entrevista ficam disponíveis nas redes sociais e que o atendimento é realizado em Instituto da Plástica, em Feira de Santana, com uma equipe multidisciplinar.
“Nós cuidamos do paciente de dentro para fora, com diversos profissionais e serviços voltados à saúde e bem-estar”, concluiu.
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